• 28set

    Já ocupei este espaço para transmitir a boa ação que a AFRSAN executa com relação à confecção de fraldas. Volto ao tema para tentar passar o quanto é importante este ato de doação das senhoras da associação.

    Por uma daquelas coincidências que o destino nos reserva, convivemos com uma pessoa muito próxima à nossa família que necessita deste tipo de apoio, para compartilhar de uma vida mais normal possível. Regularmente, abastecemos esta nossa amiga com uma quantidade de fraldas adequada às suas necessidades, e recentemente também oferecemos uma cadeira de rodas através do programa que o Rotary mantém com uma entidade norte-americana.

    Os pais desta moça, e ela própria, estão agradecidos e comovidos com a generosidade que o Rotary e a AFRSAN têm demonstrado.

    Porém o que mais importa destacar, e este é o motivo desta mensagem, é a forma que a família demonstra para agradecer esta ajuda. Com humildade e por possuírem um coração bondoso, sempre que possível praticam ações que, da mesma forma, comovem aqueles que os ajudam. Regularmente, o pai da nossa amiga, nos presenteia com um delicioso pão-doce, especialmente feito por ele, como forma de reconhecer e agradecer a valiosa ajuda que estamos praticando. Mas o mais importante ainda, é ver nos olhos dele um brilho de alegria e felicidade por estar retribuindo a doação recebida. À sua maneira, consegue sentir-se realizado e feliz, mas afirmo com certeza que a nossa felicidade em poder estar ajudando esta família, é igual ou talvez maior.

    É por isso que nos sentimos incentivados a continuar realizando ações de auxílio ao próximo, e a campanha de confecção de fraldas que a AFRSAN realiza, reveste-se de uma importância vital para manter o bem estar e um mínimo conforto àqueles necessitados.

    A propósito, por não ter espírito egoísta, na próxima vez que receber o tão delicioso pão-doce, faço questão de reparti-lo com vocês.

    Escrito por Álvaro Ferreira @ 20:49

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  • 25set

    “Não concordo com uma só palavra que dizes, mas defenderei até a morte o direito que tens em dizê-las”.

    Não recordo o autor deste pensamento, o que não importa muito, pois o mais importante é a mensagem que ele transmite. A nossa existência é marcada por eventos e acontecimentos que, via de regra, exigem a manifestação da nossa opinião. Em muitos desses momentos, o nosso pensamento não é necessariamente o mesmo do nosso semelhante. Entretanto isto não impede que, sempre que tivermos consciência e certeza das nossas posições, devemos nos pronunciar, independente de não estarmos agradando a maioria.

    A omissão ou a concordância por pura conveniência, são atitudes reveladoras de fraqueza. Demonstram falta de capacidade em exercitar o nosso intelecto, e conseqüentemente, perda da oportunidade de se manifestar no momento apropriado, pois uma idéia ou postura não externada na hora certa, perderá toda e qualquer importância se tardiamente colocada.

    O escritor Nelson Rodrigues já dizia: “A unanimidade é burra”. Realmente, se todos tivessem a mesma opinião sobre tudo, inibiria o desenvolvimento de novas propostas e o sentido da vida deixaria de existir.

    O progresso caminha a passos largos. As inovações tecnológicas acontecem numa velocidade espantosa. A era da informática veio para ficar e nos facilita sobremaneira no acompanhamento das atividades do cotidiano. Entretanto, não podemos desprezar ou deixar de considerar as opiniões daquelas pessoas que, por terem um passado pautado por outra realidade, podem parecer alheias ao progresso, ou eventualmente não demonstrarem compatibilidade com os atuais usos e costumes, porém possuem larga experiência de vida.

    Em alguns momentos, vale muito mais a experiência adquirida na escola da vida, do que a parede repleta de diplomas. Portanto, vamos externar as nossas opiniões e pensamentos sempre que necessário, sem todavia deixar de ouvir e respeitar a voz da sabedoria dos que já viveram e contribuíram intensamente.

    Escrito por Álvaro Ferreira @ 22:37

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  • 24set

    Sempre que nos referimos aos imigrantes, nos vem à mente os primeiros desbravadores do nosso continente no início do século 16. Mais recentemente, no ano de 1908, tivemos os primeiros japoneses aportando em Santos. Isto sem contar a mescla de famílias de alemães, espanhóis, italianos e portugueses, que aqui chegaram e se estabeleceram, durante várias décadas.

    Como imigrante que também sou, pois cá cheguei, ora pois, com a minha família no início dos anos 50, costumo me perguntar: Por que vim para o Brasil? Para alguns imigrantes, não restava outra alternativa senão sair de seus domínios, pois situações como conflitos mundiais, os obrigavam a tentar a sorte e oportunidade de vida mais compatíveis em outros países.

    De minha parte, a justificativa é mais simples. Na época não havia guerra naquela parte da Europa. Havia sim uma natural preocupação paterna em conseguir o melhor para a família, no sentido de oferecer uma base econômica, social e cultural, que, talvez, não fosse encontrada permanecendo naquela localidade humilde, embora aconchegante.

    Acredito que muitos companheiros têm em seus ascendentes, histórias parecidas. Famílias como Bitelli, Tangioni, Marsick, Munhoz, Precinoti, Motomura, Nicoletti e outras, estão no Brasil porque seus antepassados por aqui chegaram algum dia, com o objetivo de prosperar e oferecer melhores condições de vida aos seus descendentes. Muitos desses pioneiros não estão mais entre nós, bem como alguns deles não conseguiram alcançar tais objetivos para si próprio.

    Entretanto, fica uma certeza: as sementes plantadas por estes valentes e destemidos imigrantes germinaram e se multiplicaram através das gerações, as quais jamais devem esquecer de reverenciar o exemplo de desprendimento e aventura daqueles que deixaram suas Pátrias, para lutar e propiciar o bem estar das suas famílias.

    Que nas nossas orações, haja espaço para nos lembrarmos deles.

    Escrito por Álvaro Ferreira @ 9:48

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