• 04nov

    Existem sonhos realizáveis e outros que alimentam o desejo e a esperança em tornar-se realidade. Para aqueles realizáveis, torna-se grande a satisfação quando vemos que os esforços e a vontade permitiram transformar em realidade alguma ambição ou projeto de vida.

    Há, também, aqueles sonhos de difícil realização, mas nem por isso diminuídos em intensidade. Quem não sonha em ganhar na loteria, acertando na mega-sena? Quem nunca pensou em dirigir uma Ferrari, de preferência nas ruas de Mônaco? No devaneio das nossas ambições, estas são realizações que fazem parte de algo não atingível, mas não é pecado deixá-las armazenadas em nossas mentes.

    O mais importante em tudo isso é saber conviver com a realidade dos fatos. Se você não conseguir enriquecer através da loteria, dedique aquela pequena quantia usualmente gasta na “fezinha” semanal, a alguém mais necessitado. Qualquer cruzamento com semáforo é cenário propício para prestar uma boa ação. Muitas vezes, o pouco nosso é muito para quem precisa.

    Se você não consegue pilotar uma Ferrari, não se desespere. Existem outras tarefas que mesmo não oferecendo o mesmo prazer, revestem-se de muita importância para a sua família. Ao invés de dedicar os finais de semana a assistir um jogo de futebol, que tal pilotar um carrinho de supermercado? É uma tarefa descontraída e descompromissada, não elevando os índices de adrenalina e tampouco causando o estresse que outra atividade mais maçante poderia causar. Ao contrário de dirigir uma Ferrari, não se gastaria combustível e muito menos causaria poluição ambiental.

    Portanto, você tem duas opções: continuar sonhando em ter uma Ferrari, ou sentir-se feliz em poder pilotar o seu carrinho de supermercado.

    Escrito por Álvaro Ferreira @ 21:58

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  • 10set

    Respeito muito a dor alheia e tampouco quero fazer humor do triste fato ocorrido há algum tempo que é do conhecimento de todos. Mas é interessante aborda-lo. Refiro-me ao trágico acontecimento com os membros daquela família que faleceram no desastre de avião que os conduziam ao sul do país, para, acreditem, comparecerem a um funeral.

    O mais surpreendente é o fato de que a família dizimada havia sido sorteada com o prêmio da mega-sena há dois anos atrás. O mais surpreendente ainda é que com o dinheiro do prêmio, ela havia comprado o avião que causou o acidente.

    Há muito tempo  não “arrisco uma fezinha” na loteria, muito menos na mega-sena, apesar da tentação em fazê-lo, e, principalmente ganhar um dote que permitisse a  mim e aos meus, uma vida tranqüila regada àquilo que há de melhor. Entretanto, após o acontecido estou convicto que devo continuar a minha abstenção em arriscar qualquer quantia nos jogos, literalmente de azar, apesar de serem apregoados como de sorte, para não correr o risco de ganhar.

    Prefiro passar o resto da vida convivendo com momentos de menor emoção, encontrando os caros companheiros do nosso clube e dando apoio e conforto à minha família dentro das minhas possibilidades, do que ganhar uma bolada, comprar um avião e ter que, desafortunadamente, comparecer a um eventual funeral no sul do país. Três batidas na madeira…

    Escrito por Álvaro Ferreira @ 10:48

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