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	<title>Pensando Alto &#187; Pensamentos</title>
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	<description>Compartilhando nossos Pensamentos e Emoções</description>
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		<title>O brinco sob a mesa</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 22:26:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[O bem sucedido homem de negócios, responsável por uma próspera empresa de transportes, tinha a sua vida ocupada por múltiplos afazeres. Viagens constantes marcavam seus compromissos. Apesar das queixas da esposa em dar pouca assistência às coisas do lar, justificava-se pelo fato de não poder abandonar a administração dos negócios, caso contrário perderia o controle [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O bem sucedido homem de negócios, responsável por uma próspera empresa de transportes, tinha a sua vida ocupada por múltiplos afazeres. Viagens constantes marcavam seus compromissos. Apesar das queixas da esposa em dar pouca assistência às coisas do lar, justificava-se pelo fato de não poder abandonar a administração dos negócios, caso contrário perderia o controle das ações.</p>
<p>Mantinha bases em locais estratégicos. Precisava estar próximo aos portos de embarque para certificar-se da eficácia das entregas. Vez ou outra delegava certas tarefas à sua gerente de logística. Por não poder estar em todos os pontos ao mesmo tempo, entendia ser salutar para a empresa manter alguém de confiança conduzindo parte dos negócios.</p>
<p>Depositava irrestrita confiança na sua gerente, o que de certa forma causava um fio de ciúmes à sua esposa, que abnegada por natureza, aceitava as andanças do marido, mas sempre mantinha certa desconfiança na desenvoltura que ambos revelavam quando estavam juntos, tratando ou não dos interesses da empresa.</p>
<p>O marido ciente do sentimento da esposa fazia de tudo para não deixar transparecer qualquer indício de intimidade entre os dois, embora certas evidências atestassem tal procedimento. Para eliminar qualquer dúvida, convidou a esposa a passar em seu escritório, pois precisava de ajuda para decorar o ambiente. Acreditava que delegando a ela tal responsabilidade, a estaria valorizando e, ao mesmo tempo, amenizando aquele outro sentimento dela com respeito à suposta rival.</p>
<p>Antes da esposa chegar, o nosso herói chamou a gerente à sua sala para prepará-la para a visita. Chamou a atenção dos demais funcionários o tempo que ambos ficaram à portas fechadas. Terminada a reunião extraordinária chega a esposa, sendo recebida gentil e carinhosamente pela principal assistente de seu marido. Provavelmente, para demonstrarem não haver nada de excepcional entre eles além do relacionamento profissional, os dois haviam combinado de permanecer no escritório e junto com a esposa iniciarem as tratativas para modernizar o ambiente do escritório.</p>
<p>Enquanto conversavam, e quase sem querer, a esposa viu sob a mesa aos pés do marido, um brinco caído ao chão. Ato contínuo agachou-se e recolheu a jóia. Examinou-a e enalteceu a beleza da peça. Era um pequeno coração cortado pela flecha do cupido com pequenos detalhes em brilhantes. Antes de falar qualquer coisa, percebeu um silêncio enigmático dentro da sala e ao mirar seu marido e a executiva, notou que ambos repentinamente passaram de um tom normal de seus rostos para aquele rubor natural de quem se surpreende por algo inesperado.</p>
<p>Após alguns segundos de silêncio total, e sem fazer qualquer pergunta, dirigiu sua mão ao pescoço da outra e constatou aquilo que desconfiava. Faltava um brinco eu uma das suas orelhas.</p>
<p>Imaginem o que se sucedeu após a descoberta. Como explicar o fato do brinco estar debaixo da mesa? Como chegou até lá? Como justificar que o brinco caiu da orelha, justo daquela de quem desconfiava?</p>
<p>Surgiu então a imaginação fértil e aquele sentido que só as mulheres têm. Imediatamente, a executiva tomou a palavra e com muita segurança disse à esposa do chefe que, sabendo da vinda dela ao escritório tomou a iniciativa de proceder a uma limpeza na sala, porque apesar da constante insistência, ele nunca se preocupou em manter o local limpo. E justamente no local onde ele descansava os pés, havia uma mancha, e apenas debruçando-se ela foi capaz de limpá-la com o auxílio de uma escova. Nesse momento, não notou que o seu brinco havia caído no chão.</p>
<p>Convencida ou não, a esposa passou a freqüentar mais o escritório do marido, e ela mesma encarrega-se de efetuar a limpeza mais ingrata. Quanto à gerente de logística, consta que após o episódio, deixou de usar brincos.</p>
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		<title>Aroma das rosas</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 20:46:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Pode-se afirmar que o olfato é um sentido que proporciona regressão no tempo fazendo nos lembrar de cenas e momentos inesquecíveis. Por mais longo o período que se passou determinado acontecimento, é imediata a sua lembrança se associarmos o aroma que predominava naquele instante. O perfume tem essa propriedade.
Eduardo é um eterno apaixonado. Desde a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode-se afirmar que o olfato é um sentido que proporciona regressão no tempo fazendo nos lembrar de cenas e momentos inesquecíveis. Por mais longo o período que se passou determinado acontecimento, é imediata a sua lembrança se associarmos o aroma que predominava naquele instante. O perfume tem essa propriedade.</p>
<p>Eduardo é um eterno apaixonado. Desde a adolescência revelava inocência e pureza no trato com as pessoas, principalmente com as do sexo oposto. Não era namorador, mas apaixonava-se facilmente. Podia-se dizer que era o genro que muitas sogras gostariam de ter. Estudioso, de boa família e educado era o menino modelo entre os garotos de sua geração.</p>
<p>Talvez por ser tão correto, não conseguia relacionar-se por muito tempo com as namoradas, até que encontrou a sua alma gêmea. Raquel era uma jovem no início da adolescência, com muita alegria de viver, descontraída e de boa família, como Eduardo. Tinha uma peculiaridade que atraía Eduardo. Adorava perfumar-se. Nunca saia de casa sem antes passar uma colônia cuidadosamente escolhida para o ambiente que iria freqüentar. Sabia cativar as pessoas pela sua própria desinibição e tinha consciência que o que mais agradava Eduardo era o seu aroma de rosas, como ele costumava dizer.</p>
<p>Ela era tão charmosa e chamava tanto a atenção que começou a preocupar Eduardo. Nas festas que freqüentavam, naturalmente era a jovem mais apontada por todos os presentes. Isso deixava Eduardo enciumado, mas sua paixão por ela era tamanha que preferia enfrentar o dissabor de ser ignorado por seus colegas do que perder a sua grande paixão.</p>
<p>Para tudo há um limite. Com o passar do tempo a situação começou a ficar insustentável. As atenções dela não estavam apenas se dirigindo ao namorado. Os seus olhares começaram a mirar outros alvos e aos poucos a paixão pelo namorado também começou a esfriar. O mesmo não ocorria com Eduardo, que mesmo sabendo do comportamento da amada, não admitia perdê-la para outro pretendente. Não conseguia imaginar ficar longe do aroma de rosas que inebriava aquela união.</p>
<p>Infelizmente, após dois anos de romance aquele relacionamento teve fim.  Ambos seguiram seus destinos, pois eram jovens e novas oportunidades de relacionamento certamente apareceriam.</p>
<p>Não se sabe o que aconteceu com Raquel, embora se possa imaginar que continuou cativando os seus amores com o inefável aroma das rosas.</p>
<p>E quanto ao nosso amigo Eduardo, qual seria o seu destino? Já se passaram dez anos daquela paixão tórrida e ele jamais conseguiu encontrar-se com alguém para dividir o seu coração. Toda vez que tentava, vinha à sua mente aquele aroma inconfundível e ele lamentava não o sentir mais com as poucas namoradas que estiveram em seus braços. Hoje vive feliz à sua maneira. É proprietário de uma grande rede de cosméticos e perfumarias e a sua especialidade é orientar seus clientes quanto aos melhores aromas e essências disponíveis no mercado, e realiza-se quando convence alguém que o perfume com aroma de rosas é o que mais representa o amor, a paixão e os felizes momentos do passado.</p>
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		<title>Piloto de supermercado</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 00:58:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Sorte]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem sonhos realizáveis e outros que alimentam o desejo e a esperança em tornar-se realidade. Para aqueles realizáveis, torna-se grande a satisfação quando vemos que os esforços e a vontade permitiram transformar em realidade alguma ambição ou projeto de vida.
Há, também, aqueles sonhos de difícil realização, mas nem por isso diminuídos em intensidade. Quem não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem sonhos realizáveis e outros que alimentam o desejo e a esperança em tornar-se realidade. Para aqueles realizáveis, torna-se grande a satisfação quando vemos que os esforços e a vontade permitiram transformar em realidade alguma ambição ou projeto de vida.</p>
<p>Há, também, aqueles sonhos de difícil realização, mas nem por isso diminuídos em intensidade. Quem não sonha em ganhar na loteria, acertando na mega-sena? Quem nunca pensou em dirigir uma Ferrari, de preferência nas ruas de Mônaco? No devaneio das nossas ambições, estas são realizações que fazem parte de algo não atingível, mas não é pecado deixá-las armazenadas em nossas mentes.</p>
<p>O mais importante em tudo isso é saber conviver com a realidade dos fatos. Se você não conseguir enriquecer através da loteria, dedique aquela pequena quantia usualmente gasta na “fezinha” semanal, a alguém mais necessitado. Qualquer cruzamento com semáforo é cenário propício para prestar uma boa ação. Muitas vezes, o pouco nosso é muito para quem precisa.</p>
<p>Se você não consegue pilotar uma Ferrari, não se desespere. Existem outras tarefas que mesmo não oferecendo o mesmo prazer, revestem-se de muita importância para a sua família. Ao invés de dedicar os finais de semana a assistir um jogo de futebol, que tal pilotar um carrinho de supermercado? É uma tarefa descontraída e descompromissada, não elevando os índices de adrenalina e tampouco causando o estresse que outra atividade mais maçante poderia causar. Ao contrário de dirigir uma Ferrari, não se gastaria combustível e muito menos causaria poluição ambiental.</p>
<p>Portanto, você tem duas opções: continuar sonhando em ter uma Ferrari, ou sentir-se feliz em poder pilotar o seu carrinho de supermercado.</p>
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		<title>Você já viu o Papa?</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 16:38:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Papa]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[É claro que a resposta é 	sim. Duvido que alguém ainda não tenha visto o Papa 	João Paulo II, pois é uma celebridade mundial e todos 	de alguma maneira já o viram. Porém refiro-me a tê-lo 	visto pessoalmente. Talvez sobre este aspecto, o mesmo sim seja dado 	por um número diminuto de pessoas.
Sempre tive uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É claro que a resposta é 	sim. Duvido que alguém ainda não tenha visto o Papa 	João Paulo II, pois é uma celebridade mundial e todos 	de alguma maneira já o viram. Porém refiro-me a tê-lo 	visto pessoalmente. Talvez sobre este aspecto, o mesmo sim seja dado 	por um número diminuto de pessoas.</p>
<p>Sempre tive uma admiração 	e respeito por aquele que é responsável pelos destinos 	da Igreja, e que na Terra é o representante máximo do 	cristianismo. Calma, esta mensagem não tem nada de querer 	converter ninguém, pois temos de respeitar as opções 	religiosas dos nossos semelhantes. Entretanto, não poderia 	deixar de registrar a minha admiração por um ser que é 	humano como nós, mas que recebeu a missão de olhar e 	proteger os cristãos no mundo inteiro.</p>
<p>Foi por isso que em junho de 1980, 	saí de casa de madrugada e utilizando os meios de transporte 	especialmente preparados para o evento, cheguei ao Campo de Marte. 	Aqui já se notava algo de diferente. Apesar da multidão 	que seguia para o mesmo destino, não se viu sequer um 	empurrão ou alguém querendo furar a fila, o que é 	muito comum na ida a um jogo de futebol, por exemplo.</p>
<p>Apesar da demora na chegada do santo 	Padre ao local, percebia-se certa resignação dos 	presentes, que se transformou em alegria e respeito quando ele 	apareceu dentro do Papa-Móvel. Apesar da distância e da 	dificuldade em vê-lo mais de perto, foi certamente um dos 	momentos mais emocionantes e marcantes para os que lá se 	encontravam.</p>
<p>Este momento de emoção 	só não foi maior do que aquele, dezoito anos depois, 	quando por ocasião de uma viagem à Europa, tive a 	felicidade de mais uma vez, estar bem perto dele, na Praça 	São Pedro, no Vaticano.</p>
<p>Para uma pessoa que assumiu a sua 	missão aos 58 anos e que já fez aproximadamente 100 	viagens ao redor do mundo pregando a paz, sentia-me pequeno por ser 	um entre os quase 17 milhões de peregrinos que o visitaram em 	Roma e por ter tido o privilégio de vê-lo pela segunda 	vez.</p>
<p>João Paulo 	II tem hoje uma saúde debilitada, mas nem por isso deixa de 	se manifestar e receber os fiéis para as habituais bênçãos. 	Independentemente da religião e dos credos que possamos ter e 	acreditar, uma coisa é certa: homens como este merecem ser 	reverenciados.</p>
<address> <strong>Nota: </strong>Em 2 de abril de 2005 o Papa João Paulo II voltou para a casa 	do Pai, depois de passar a vida transmitindo exemplos de 	determinação, solidariedade, confiança e paz. O 	mundo perdeu um líder e a humanidade reconhecerá para 	sempre a sabedoria de seus ensinamentos.</address>
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		<title>Questão de Opinião</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 01:37:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[“Não concordo com uma só palavra que dizes, mas defenderei até a morte o direito que tens em dizê-las”.
Não recordo o autor deste pensamento, o que não importa muito, pois o mais importante é a mensagem que ele transmite. A nossa existência é marcada por eventos e acontecimentos que, via de regra, exigem a manifestação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Não concordo com uma só palavra que dizes, mas defenderei até a morte o direito que tens em dizê-las”.</p>
<p>Não recordo o autor deste pensamento, o que não importa muito, pois o mais importante é a mensagem que ele transmite. A nossa existência é marcada por eventos e acontecimentos que, via de regra, exigem a manifestação da nossa opinião. Em muitos desses momentos, o nosso pensamento não é necessariamente o mesmo do nosso semelhante. Entretanto isto não impede que, sempre que tivermos consciência e certeza das nossas posições, devemos nos pronunciar, independente de não estarmos agradando a maioria.</p>
<p>A omissão ou a concordância por pura conveniência, são atitudes reveladoras de fraqueza. Demonstram falta de capacidade em exercitar o nosso intelecto, e conseqüentemente, perda da oportunidade de se manifestar no momento apropriado, pois uma idéia ou postura não externada na hora certa, perderá toda e qualquer importância se tardiamente colocada.</p>
<p>O escritor Nelson Rodrigues já dizia: “A unanimidade é burra”. Realmente, se todos tivessem a mesma opinião sobre tudo, inibiria o desenvolvimento de novas propostas e o sentido da vida deixaria de existir.</p>
<p>O progresso caminha a passos largos. As inovações tecnológicas acontecem numa velocidade espantosa. A era da informática veio para ficar e nos facilita sobremaneira no acompanhamento das atividades do cotidiano. Entretanto, não podemos desprezar ou deixar de considerar as opiniões daquelas pessoas que, por terem um passado pautado por outra realidade, podem parecer alheias ao progresso, ou eventualmente não demonstrarem compatibilidade com os atuais usos e costumes, porém possuem larga experiência de vida.</p>
<p>Em alguns momentos, vale muito mais a experiência adquirida na escola da vida, do que a parede repleta de diplomas. Portanto, vamos externar as nossas opiniões e pensamentos sempre que necessário, sem todavia deixar de ouvir e respeitar a voz da sabedoria dos que já viveram e contribuíram intensamente.</p>
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		<title>Amor eterno</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 00:09:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em épocas remotas era prática comum aos pais decidirem sobre o futuro matrimonial de seus filhos. Cabia a eles decidirem com quem suas filhas deveriam se casar.
Já vimos muitos exemplos e histórias a respeito dessa interferência paterna em querer planejar a vida de seus herdeiros, mesmo não sendo aquela opção desejada por eles.
Nos primórdios do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="Section1">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Em épocas remotas era prática comum aos pais decidirem sobre o futuro matrimonial de seus filhos. Cabia a eles decidirem com quem suas filhas deveriam se casar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Já vimos muitos exemplos e histórias a respeito dessa interferência paterna em querer planejar a vida de seus herdeiros, mesmo não sendo aquela opção desejada por eles.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Nos primórdios do século 20 vivia uma jovem de formação cultural acima da média para aquela época. Habitava em uma aldeia (a história se passa num país europeu) onde a população era de origem pobre e mantinha-se por meio do trabalho na lavoura.    A jovem demonstrava interesse em se aperfeiçoar e sempre se destacou das meninas da sua idade por revelar aptidões culturais pouco em desuso para a época.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Como toda adolescente bem apresentada e elegante, chamava à atenção dos jovens. Aos quinze anos conheceu um rapaz morador das redondezas e por ele se apaixonou. Amor de adolescência? Poderia ser, mas havia uma identidade tão grande que saltava a olhos vistos a grande afeição que havia entre os dois. Respeitavam-se e tinham os mesmos ideais. Trocavam lindas cartas de amor forradas de expressões apaixonadas, pois ambos possuíam extrema sensibilidade poética. O futuro de ambos parecia estar traçado. Parecia. Não fosse a interferência e o desejo de seus pais, que não sabiam a existência do romance, o futuro cor de rosa estava garantido.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Por uma decisão arbitrária os pais haviam prometido a jovem a um respeitado senhor da aldeia vizinha, com posses capazes de satisfazer os melhores dotes que um pretendente poderia oferecer.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A notícia foi recebida com indignação e tristeza pelo jovem e apaixonado casal. De nada adiantou as manifestações de desagrado da jovem. Seus pais afirmavam que o pretendente era o melhor para ela e o tempo ajudaria a acender a chama do amor entre eles.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Fato consumado, não tiveram alternativa senão terminarem o relacionamento.     Desapontado e com o coração partido, ele aceitou participar de uma missão humanitária na África. Como voluntário achava que poderia apagar do seu coração aquela paixão sincera, dedicando-se a fazer o bem a quem necessitava. Partiu sem antes despedir-se da amada, sabendo que nunca mais a encontraria.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Ela, por sua vez, seguiu a vontade dos pais e logo em seguida casou-se com aquele marido encomendado.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Passaram-se muitos anos. Tiveram filhos, netos. O marido nunca se portou como um exemplo a ser seguido. Apesar de não ter deixado de dar apoio à família, as suas ausências eram sentidas. Numa dessas ausências, soube-se depois que havia constituído outra família, para o desgosto da esposa que a esta altura já havia decidido morar junto com uma das filhas. Porém a sua grandeza era tamanha que sempre transmitiu aos seus descendentes, lições de harmonia e a importância da união familiar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Ele morreu primeiro. Longe da família e com poucos amigos, porém venerado, pois  de qualquer forma, foi o responsável pela procriação de uma geração.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Ela ainda viveu alguns anos. Pela própria vocação &#8211; tinha sido professora &#8211; ensinou aos seus netos várias lições de respeito e resignação. O pilar da família deveria ser o mais resistente possível, para evitar desmoronamentos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Em seu leito de morte revelou um segredo que mantinha com ela desde a época da primeira e única paixão. Pediu que as cartas de amor que ainda guardava, fossem levadas consigo e colocadas junto ao seu coração. Disse, também, que o seu grande amor havia falecido de uma epidemia anos depois em cumprimento a sua missão na África e que jamais o havia esquecido.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Quando Deus a chamou, seu pedido foi atendido e certamente a grande paixão ainda reside no coração de ambos, estejam eles onde estiverem.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Nem tudo na vida acontece como queremos. Mas se ocorrer algo contrário à nossa vontade, saibamos administrar e tirar proveito dos ensinamentos para transmiti-los aos nossos descendentes como lições de muito amor, perseverança e resignação.</p>
</div>
<p><br style="page-break-before: always;" /></p>
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		<title>Um país chamado Atrasópolis</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 23:48:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Atrasópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Nosso País]]></category>

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		<description><![CDATA[Aquele 	humilde e sofrido senhor na faixa dos 70 anos, precisou de 	atendimento médico e como no país que se passa o 	acontecimento não havia rede pública de atendimento 	médico eficiente, e a assistência privada é só 	para uma minoria que tem condições de pagar pelos 	serviços, obrigou o nosso herói a comparecer a um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aquele 	humilde e sofrido senhor na faixa dos 70 anos, precisou de 	atendimento médico e como no país que se passa o 	acontecimento não havia rede pública de atendimento 	médico eficiente, e a assistência privada é só 	para uma minoria que tem condições de pagar pelos 	serviços, obrigou o nosso herói a comparecer a um 	posto de atendimento para idosos. Em Atrasópolis a 	instituição é conhecida como INSQP (Instituto 	Nacional do Salve-se Quem Puder).</p>
<p>Sabedor 	das dificuldades de ser atendido pelo excesso de pessoas que 	procuram este tipo de assistência, foi dormir cedo na noite 	anterior, pois precisava madrugar para conseguir bom lugar na fila 	de atendimento. Providenciou uma lancheira emprestada do neto, 	colocou alguns sanduíches de mortadela e duas garrafinhas de 	água.</p>
<p>Às 	5 horas da manhã lá estava ele ansioso pelo 	atendimento. Há um costume interessante em Atrasópolis: 	para tudo que se possa imaginar fazer, há que se enfrentar 	longas filas, principalmente envolvendo pessoas carentes e 	necessitadas de serviços públicos. Pois bem, com a 	resignação típica de um atrasopolense, aguardou 	pacientemente até chegar a sua vez. Quando se aproximou do 	guichê de atendimento sentiu-se aliviado por estar tão 	próximo de ser atendido. Só que após 4 horas de 	fila e ao identificar o seu problema &#8211; sofria de insuficiência 	cardíaca e era asmático &#8211;  recebeu apenas uma senha  	que lhe dava o direito de ser atendido quando chegasse a sua vez.</p>
<p>Paciente 	por natureza, esperou por mais 4 horas. Mas nem tudo é 	tristeza, pois o seu número foi anunciado em um lindo painel 	eletrônico e abra-se aqui um parêntese: neste país 	poderia não haver atendimento eficaz, mas as placas 	indicativas eram de primeiro mundo.</p>
<p>Até 	que enfim lá estava o nosso herói frente a uma gentil 	senhora que o atendeu com um sorriso nos lábios. Aquilo fez 	amenizar um pouco a sua angústia e pensou: agora vou ser 	atendido por um médico que possa ajudar acabar com o meu 	sofrimento.</p>
<p>Ledo 	engano. Após uma detalhada explicação da 	senhora atendente, esta informou que estava marcando uma consulta 	com um médico especialista.  Como era de emergência, a 	consulta foi marcada para daí a 60 dias.</p>
<p>O 	coitado do nosso simpático velhinho ficou sem saber sequer 	argumentar.  Como pode esperar 60 dias para uma consulta de 	emergência? Com a postura calma, a senhora explicou que os 	funcionários e médicos acabavam de voltar de uma longa 	greve por melhores salários e condições de 	trabalho, e por isso todas as consultas estavam atrasadas. Deu a ele 	uma nova senha cujo número seria chamado no dia da consulta 	que tinha até hora marcada</p>
<p>Não 	restou ao bom velhinho retornar a sua casa depois de quase 10 horas 	ausente e resignar-se pelo “atendimento” recebido. Tão 	logo retornou, a primeira providência foi anotar no calendário 	a data da sua consulta. Sabia das dificuldades em conseguir marcá-la 	e não poderia esquecê-la.</p>
<p>Enquanto 	aguardava ansiosamente o retorno, mantinha-se ocupado brincando com 	o neto que havia lhe emprestado a lancheira. Os males que o 	acometiam iam se agravando. Sabia que não podia voltar ao 	Instituto antes da data marcada. Como paliativo, apegava-se ao amigo 	farmacêutico tomando algum medicamento para amenizar seu 	sofrimento.</p>
<p>Chegou 	um momento que os paliativos não mais surtiam efeito, e pouco 	a pouco o querido vovô foi definhando até não 	mais resistir. O desenlace aconteceu na véspera da consulta 	marcada no Instituto.</p>
<p>No 	dia seguinte, exatamente na hora da consulta médica, aquela 	mesma gentil senhora chamou pelo número da senha dele. Como 	ninguém respondeu, chamou novamente. Novo silêncio. 	Última chamada e nada, até que a atendente desabafou 	em tom enfadonho:</p>
<p>- 	A gente faz um esforço para atender todo mundo e esse pessoal 	esquece de comparecer no dia marcado.</p>
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