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	<title>Pensando Alto &#187; Lembranças</title>
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	<description>Compartilhando nossos Pensamentos e Emoções</description>
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		<title>A sanfona e o robô</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 18:12:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Menino obediente aquele. De família humilde, entendia perfeitamente as dificuldades do pai em manter um lar. Trabalhando de sol a sol, trazia para casa o suficiente para o sustento. Raramente sobravam alguns trocados para extravagâncias. Quando chegava a época do Natal, o menino já sabia que dificilmente ganharia algum presente mais sofisticado. À época desta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Menino obediente aquele. De família humilde, entendia perfeitamente as dificuldades do pai em manter um lar. Trabalhando de sol a sol, trazia para casa o suficiente para o sustento. Raramente sobravam alguns trocados para extravagâncias. Quando chegava a época do Natal, o menino já sabia que dificilmente ganharia algum presente mais sofisticado. À época desta passagem, o presente mais almejado pelas crianças era a tão sonhada bicicleta. Sabedor da quase impossibilidade do Papai Noel trazê-la em seu saco de presentes contentava-se sempre com o que recebesse, o que não o deixava menos feliz. Sabia que era o que estava ao alcance das posses do seu pai.</p>
<p>Tinha uma aspiração por música e não podia ver alguém tocando sanfona para sonhar alto e pensar em voz alta:</p>
<p>- Um dia ainda vou ter uma.</p>
<p>Chega mais um Natal e manifesta este desejo para a mãe. Esta com todo o carinho e procurando não magoá-lo, disse-lhe:</p>
<p>- Filho, é muito caro e o papai não tem dinheiro para comprá-la.<br />
Compreendeu a situação, mas cabisbaixo, disse:<br />
- Sei mamãe&#8230; Mas será que vai fazer tanta falta o dinheiro para comprar a sanfona?</p>
<p>O diálogo terminaria aí se a zelosa mãe não dissesse ao seu marido o comentário do menino. Ato contínuo, o também zeloso pai condoído, disse a ela que faria até o impossível para satisfazer seu desejo. Como dezembro era um mês que se mostrava favorável ao trabalho, programou realizar serviços extras para arrecadar o necessário para o presente.</p>
<p>Chega o Natal. Família reunida. Parentes se abraçando comemorando mais um aniversário do menino Jesus. Na troca de presentes, o pai entrega ao filho um pequeno pacote. Ao abri-lo nota haver dentro dele um carrinho movido a corda, desses comuns que todos os amiguinhos dele já tinham. Conformado com o presente, não deixou de agradecer ao pai pela lembrança dando-lhe um beijo. Nisso o pai puxa por um outro pacote e não contendo as lágrimas, disse:</p>
<p>- Filho, isto é para você. Aquilo que você queria ganhar está aqui. Você mereceu.</p>
<p>Sem saber o que dizer e ainda um pouco envergonhado, o menino a esta altura trêmulo, desembrulhou o pacote e vê surpreso, a sanfona que tanto queria.</p>
<p>Muitos e muitos anos depois, este mesmo menino, agora adulto, jamais se esqueceu daquele ato de desprendimento de seu pai. Guardadas as devidas proporções e tendo em mente o exemplo edificante do pai, procurou fazer algo semelhante com seu filho. Embora a situação fosse outra e as dificuldades não tão marcantes como naquela época, este menino pai recebeu pedido semelhante de seu filho. Queria ganhar de presente um robô que ele tinha visto em uma revista e que se movimentava através da voz. Era o início da década de 80, e uma grande novidade para a época. Naquele exato momento passou um filme pela sua cabeça. Veio à sua mente quão feliz ficou por ter ganhado a sanfona de seu pai. Reconheceu os esforços que este deve ter feito para adquiri-la. Portanto, não pensou duas vezes e em uma de suas viagens ao exterior, pois o brinquedinho só existia por lá, comprou-o. Há controvérsias sobre quem ficou mais feliz. Teria sido o menino por ter recebido de presente aquilo que almejava, ou o pai por ter satisfeito o seu desejo, lembrando o que ocorreu no passado.</p>
<p>A sanfona hoje tem mais de 50 anos e o robô 20 anos. O mais pitoresco é que ambos estão discretamente juntos em uma estante, simbolizando duas épocas e quem sabe em um futuro não muito distante, haja nessa mesma estante um outro presente simbolizando a terceira geração de famílias felizes.</p>
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		<title>Roubaram meu estilingue</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 15:11:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Lembranças]]></category>
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		<description><![CDATA[As diferenças lingüísticas regionais obrigam-me a dizer que temos algumas denominações para o estilingue.  Pode ser, também, chamado de funda, atiradeira, bodoque, etc. No meu tempo de moleque era estilingue, mesmo.
Como qualquer menino que adorava viver na rua, apesar dos protestos da mãe, era daqueles que, inocentemente, gostava de usar o estilingue para realizar algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As diferenças lingüísticas regionais obrigam-me a dizer que temos algumas denominações para o estilingue.  Pode ser, também, chamado de funda, atiradeira, bodoque, etc. No meu tempo de moleque era estilingue, mesmo.</p>
<p>Como qualquer menino que adorava viver na rua, apesar dos protestos da mãe, era daqueles que, inocentemente, gostava de usar o estilingue para realizar algumas traquinices próprias de crianças levadas. Já lá se vão mais de cinqüenta anos. Era o início da iluminação pública e a rua onde morava recebeu este tão esperado benefício. Quanta alegria. Poderíamos passar mais tempo vagando na rua, pois passaria a proporcionar maiores oportunidades de lá permanecermos até durante a noite. Convém lembrar que naquela época ainda não havia o perigo comum de hoje em perambular pelas ruas, alamedas e vielas da vila.</p>
<p>Como toda a novidade, aguçava a curiosidade daqueles, que como eu, buscava novas emoções em tudo que surgia de novo. As lâmpadas eram emolduradas por um tipo de prato superior que auxiliava no reflexo da luz.   Era algo moderno para a época, mas despertava certa curiosidade para a molecada. Pouco a pouco, percebemos que aquele avanço da modernidade em oferecer aos munícipes um pouco mais de conforto, passou a ser um alvo desejado para os nossos estilingues.</p>
<p>Uma semana após terem sido instaladas as luminárias, pelo menos metade delas já se apresentavam sem as devidas lâmpadas, mesclando a rua com pontos escuros com a  falta de iluminação em determinados pontos. Como ocorreu isto? Ora, pela mira precisa de alguns companheiros que utilizando pedras ou frutos de mamona com um estilingue feito à mão (quem não se lembra?) destruíram aquilo que devia ser preservado. Mas convenhamos, como era gostoso&#8230;</p>
<p>Como sempre acontece quando uma má ação é realizada, fomos descobertos. Foi o pai de um dos meninos da turma. Após uma descompostura, aliás, merecida, fomos obrigados a entregar-lhe todas as nossas perigosas armas. Além disso, fomos obrigados a realizar boas ações para compensar tais atos de vandalismo.</p>
<p>Firmamos o compromisso de não mais agirmos daquela maneira, quebrando lâmpadas causando o desconforto para os moradores da rua. Em contrapartida, o tal pai do nosso coleguinha comprometeu-se a nos restituir os tão queridos estilingues após cumprirmos a promessa. O castigo durou uma semana, período em que parecíamos querubins acompanhando a mais religiosa das procissões.</p>
<p>Passado o período de castigo, tivemos de volta as nossas “perigosas” armas.  Contentamos respeitosamente o pai até então enfurecido, prometendo-lhe jamais atentar contra o patrimônio que tanto nos beneficiava.</p>
<p>De posse dos estilingues, nos reunimos (sim, já tínhamos poder organizado), e decidimos nunca mais quebrar aquelas lâmpadas que permaneciam ao nosso alcance. Entretanto, notamos que, cada vez com maior freqüência, os passarinhos se acomodavam nos fios que transmitiam energia para manter as lâmpadas em funcionamento. Como todos nós nos gabávamos por termos boa pontaria, por que não derivar as nossas habilidades para combater o excesso de excrementos que os pássaros poderiam causar na via pública.</p>
<p>E assim fizemos&#8230; os estilingues funcionando a todo vapor, os pássaros sumiram como num passe de mágica, a rua permaneceu limpa, as lâmpadas intactas, e o pai do nosso amigo feliz para sempre.</p>
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		<title>Portugal e o futebol</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 20:50:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Lembranças]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
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		<description><![CDATA[É sempre bom tentar passar um pouco de humor através deste espaço, e como bom português que sou, ou melhor legítimo, gostaria de lembrar duas interessantes passagens ocorridas com os laboriosos e inteligentes jogadores de pelota da terra de além-mar.
Os mais saudosistas devem lembrar-se do famoso guarda-redes Costa Pereira, que defendia o Benfica e por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É sempre bom tentar passar um pouco de humor através deste espaço, e como bom português que sou, ou melhor legítimo, gostaria de lembrar duas interessantes passagens ocorridas com os laboriosos e inteligentes jogadores de pelota da terra de além-mar.</p>
<p>Os mais saudosistas devem lembrar-se do famoso guarda-redes Costa Pereira, que defendia o Benfica e por muitas vezes, o arco da seleção portuguesa. Tinha o hábito de jogar com um boné na cabeça. Não testemunhei, mas dizem que durante um jogo acirradamente disputado, o nosso herói havia realizado uma estupenda defesa, fazendo aquela ponte voadora, causando a perda do boné que foi parar dentro do gol. Qual não foi a surpresa dos companheiros e da platéia quando ele, com a pelota nas mãos, dirigiu-se ao fundo do gol para recolher o seu inseparável boné. O árbitro não teve dúvidas e marcou gol para o adversário, o famoso gol do boné.</p>
<p>Outra hilariante passagem de um patrício aconteceu nos idos de 1958 durante amistoso no Morumbi do Benfica contra o São Paulo. È comum tentar invalidar uma jogada de sucesso do adversário com reclamações do juiz sobre a legalidade do lance. Mas neste jogo o guarda-redes português passou dos limites.</p>
<p>O time do Morumbi atacava pela direita, e o arqueiro português ao ver que o centro-avante se posicionava para receber o cruzamento, deslocou-se para o meio da área para interceptar o cruzamento. Ele só não contava com a mudança de direção do ponta-direita, que, em vez de levantar a bola para a cabeçada do centro-avante, invadiu a área, chutou e fez o gol do São Paulo. Inconformado com a improvisação, o goleiro do Benfica não teve dúvidas em gritar para o juiz:</p>
<p>- Não valeu, não valeu! Ele ia cruzar, ele ia cruzar!</p>
<p>É por estas e outras que o futebol continua sendo a alegria do povo.</p>
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		<title>Perdi um Amigo</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 00:18:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Amigos]]></category>
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		<description><![CDATA[Passamos a nossa existência cultivando muitas amizades e no balanço final percebemos que temos muitos colegas, mas poucos amigos de verdade.
Há cerca de quarenta anos, conheci um jovem adolescente que como eu iniciava os flertes próprios da idade. As idas ao cinema com as namoradas e os bailinhos do início dos anos 60, era o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passamos a nossa existência cultivando muitas amizades e no balanço final percebemos que temos muitos colegas, mas poucos amigos de verdade.</p>
<p>Há cerca de quarenta anos, conheci um jovem adolescente que como eu iniciava os flertes próprios da idade. As idas ao cinema com as namoradas e os bailinhos do início dos anos 60, era o que mais no divertia.</p>
<p>Passados alguns anos, cada um seguiu o seu caminho. Como conseqüência de um relacionamento respeitável, cada um de nós construiu sua trajetória. Por uma dessas coincidências que algum plano pode explicar, no mês de fevereiro de 1980 nasceram Mayra, filha do meu amigo e Vinícius, meu e da Gecilda.</p>
<p>Mais alguns anos se passaram, e desde cedo era notória a afinidade que ambos tinham entre si, e no início da adolescência iniciaram o namoro que persiste até hoje.</p>
<p>Não é preciso dizer da alegria e satisfação que os pais corujas revelaram quando souberam da notícia. Este fato, que já dura nove anos, fortaleceu os laços que unem as duas famílias até hoje.</p>
<p>Sempre que possível nos juntávamos naqueles tradicionais encontros caseiros para saborear aquela picanha sabiamente preparada pelo meu amigo. O nosso último encontro aconteceu na nossa maravilhosa Festa Alemã, oportunidade que nos divertimos muito ao som de uma alegre e contagiante música, saboreando o eisbein com chucrute regado com o delicioso chopp. Além disso, o meu amigo era um exímio contador de casos e sempre nos brindava com eles em qualquer momento que o encontrávamos.</p>
<p>Uma semana depois da nossa festa o meu amigo tratou de nos pregar uma peça. Entendeu que já tinha nos divertido muito e transmitido lições de humildade e de bom caráter. Por isso achou melhor continuar a fazer isso em outros ambientes por nós desconhecidos, e sem dizer nada, nos deixou. Sim, partiu para um plano superior, mas não sem deixar registrado um exemplo de dedicação à família, respeito ao semelhante, e, ironicamente, um grande coração, o mesmo que o tirou do nosso convívio.</p>
<p>Fica a flor plantada por ele e sua esposa. Fica a certeza que a Mayra e o Vinícius saberão seguir seus ensinamentos, perseverando na tarefa de dar seguimento a disseminar apenas o bem que ele sempre apregoou.</p>
<p>Puxa Horácio, por quê você aprontou essa conosco?</p>
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		<title>Bichinho de Pelúcia</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 18:15:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Lembranças]]></category>
		<category><![CDATA[Dia das Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Este episódio é relacionado à passagem que tive na Alemanha, há dez anos atrás, junto com a Gecilda e o meu filho mais novo, Vinícius. Fui a trabalho e por uma questão de conciliação escolar, as minhas duas filhas, Vanessa e Viviane, só foram ao nosso encontro quatro meses depois, por ocasião da conclusão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este episódio é relacionado à passagem que tive na Alemanha, há dez anos atrás, junto com a Gecilda e o meu filho mais novo, Vinícius. Fui a trabalho e por uma questão de conciliação escolar, as minhas duas filhas, Vanessa e Viviane, só foram ao nosso encontro quatro meses depois, por ocasião da conclusão do ano letivo aqui no Brasil.</p>
<p>Quem não é o pai que quer o melhor para os seus filhos? Comigo não é diferente, portanto passamos todo esse período aguardando ansiosamente a chegada delas, pensando o que fazer para melhor recepcioná-las. Como fazia habitualmente nas viagens que realizava, sempre trazia um bichinho de pelúcia para elas e algum brinquedo ou jogo eletrônico para o filho mais novo.</p>
<p>Daí surgiu a idéia de aumentar a coleção de bichinhos, e durante o espaço de tempo que ficamos ausentes delas, fui comprando mais para entregá-los quando lá chegassem.</p>
<p>Porém, com o espírito de turista que tenho, e não era o caso, pois estava lá a trabalho, exagerei um pouco na compra dos ditos cujos, e quando dei conta já tinha adquirido em torno de trinta bichinhos de todos os tipos.</p>
<p>Aí surgiu outro tipo de problema: como entregá-los? Pois não é que encontramos uma solução prática. Como a casa era assobradada e a escada tinha quatorze degraus, resolvemos colocar dois bichinhos em cada degrau, utilizando este espaço para distribuir os vinte e oito exemplares que seriam entregues a elas. Aí foi só esperar o momento da chegada.</p>
<p>Para resumir, quando chegaram em casa e viram aquela quantidade exagerada de bichinhos de pelúcia, pensaram ser algo como uma demonstração ou exposição, mas quando lhes dissemos que eram seus, e que poderiam pegá-los, os do lado esquerdo para uma, e os do lado direito para a outra, foi uma algazarra, misturando-se risos e choros de felicidade por tão grata surpresa.</p>
<p>Hoje, dez anos depois, ambas casadas, levaram alguns consigo, mas a maioria ficou em nossa casa, e aproveito a oportunidade para anunciar que estou fazendo uma liquidação para desocupar espaço. Quem se habilita? Faço um precinho camarada.</p>
<p>Vale lembrar: O que um pai não faz por um filho, e no Dia das Crianças é gratificante lembrar disso.</p>
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		<title>Nervosismo no Trânsito</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 02:09:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nove horas da manhã. Cidade tranqüila. Trânsito normal. Conduzia meu veículo pela Av. Lino Jardim quando um veículo estacionado no meio-fio fez menção de sair. Estava praticamente ao seu lado, e por estar com a preferência, segui em minha direção, não sem antes trocarmos alguns avisos de buzina.
O motorista não me reconheceu, pois ambos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nove horas da manhã. Cidade tranqüila. Trânsito normal. Conduzia meu veículo pela Av. Lino Jardim quando um veículo estacionado no meio-fio fez menção de sair. Estava praticamente ao seu lado, e por estar com a preferência, segui em minha direção, não sem antes trocarmos alguns avisos de buzina.</p>
<p>O motorista não me reconheceu, pois ambos os veículos tinham a proteção de filme nos vidros, mas como ele estava com o vidro do passageiro aberto, reconheci-o. Era um companheiro do Rotary.</p>
<p>A história poderia ter terminado aqui, mas por um capricho e para não fugir à regra da instabilidade emocional no trânsito, o dito motorista tentou fechar-me e emparelhou-se ao meu carro, e gesticulando reprovou a minha atitude de não ter lhe dado passagem.</p>
<p>Andamos emparelhados por uns cem  metros e na próxima esquina ao dobrarmos a esquerda, ele ainda gesticulando nervosamente, talvez fazendo elogios à minha família, abaixei o vidro do meu lado e como já o havia reconhecido, disse-lhe:</p>
<p>- Pô, companheiro&#8230;Pára com isso!</p>
<p>Ao reconhecer-me, a sua expressão irada transformou-se em um sorriso espontâneo, e como depois seguimos caminhos diferentes, não houve tempo de avaliarmos o que aconteceu.</p>
<p>Ao escrever esta crônica ainda não tínhamos conversado, mas tenho certeza que no nosso próximo encontro iremos lembrar deste acontecimento e vamos procurar entender o que se passou.</p>
<p>O mais importante: em tudo isso ficou uma lição.  Acontecimentos banais no trânsito podem se transformar em fatos desagradáveis ou até mesmo em tragédias. Felizmente éramos rotarianos e como nos conhecíamos tudo não passou de alguns momentos de nervosismo de um motorista afoito. Ele, claro.</p>
<p>Ah! Querem saber quem era o motorista? É o menos importante, ele continua meu amigo.</p>
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		<title>Meu Primeiro Emprego</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 00:24:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>

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		<description><![CDATA[Era o ano de 1960 e estava no começo 	da minha adolescência. Estudava em colégio pago, como 	se dizia na época, pois naquele tempo era muito difícil 	cursar o ginásio do Estado. Por isso guardo boas lembranças 	do Ginásio Santo André do Professor Lazzarini.
Como tinha que ajudar meus pais a 	pagar o estudo, fui à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era o ano de 1960 e estava no começo 	da minha adolescência. Estudava em colégio pago, como 	se dizia na época, pois naquele tempo era muito difícil 	cursar o ginásio do Estado. Por isso guardo boas lembranças 	do Ginásio Santo André do Professor Lazzarini.</p>
<p>Como tinha que ajudar meus pais a 	pagar o estudo, fui à procura de emprego. Mas o que um 	pirralho de treze anos poderia fazer? Experiência: nenhuma. 	Vontade: muita. Fui à luta e com a ajuda de um amigo consegui 	um emprego como atendente/recepcionista num escritório de 	advocacia.</p>
<p>Gostaria de destacar quão 	importante foi este meu primeiro emprego. Também gostaria de 	registrar o respeito que tive e ainda tenho, apesar de não 	mais ter contato com esse advogado e meu primeiro chefe, Dr. Luiz 	Fernando Granzieira da Silva, que ainda milita nos meios jurídicos.</p>
<p>Foi uma fase de despertar para um 	mundo diferente, onde a criança passa a deixar os seus 	brinquedos e começa a sonhar com um futuro cheio de 	realizações.</p>
<p>Lembro-me bem. Ia para o trabalho de 	ônibus que passava pela Oliveira Lima e parava no Largo da 	Estátua.</p>
<p>Os tempos eram outros e as atitudes, 	também. O primeiro salário que recebi, entreguei-o à 	minha mãe dentro de um envelope que eu mesmo preparei. Era 	uma satisfação indescritível poder contribuir 	com os gastos de casa. Em retribuição pelo meu 	esforço, a minha mãe fez questão de me comprar 	um par de abotoaduras, que ainda guardo, não só  como  	lembrança, mas principalmente por ter marcado um dos momentos 	mais sublimes da minha vida.</p>
<p>Quando completei quatorze anos, 	deixei esse emprego, e segui outros caminhos sempre com o firme 	propósito de alcançar um futuro melhor, porém 	sem nunca esquecer o início de tudo que foi a chance que o 	Dr. Luiz Fernando me ofereceu, para quem rendo a minha homenagem e o 	mais profundo agradecimento.</p>
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		<title>Saudades da minha bicicleta</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 16:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lembranças]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Nosso País]]></category>

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		<description><![CDATA[O assunto do momento é a recente aquisição do avião presidencial. Para atender as deslocações freqüentes do nosso presidente, tornou-se necessário providenciar um meio de transporte que fique constantemente à disposição do governo federal. Não pense o prezado companheiro que também vou expressar minha opinião sobre o assunto. Vamos deixar a avaliação do tema para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O assunto do momento é a recente aquisição do avião presidencial. Para atender as deslocações freqüentes do nosso presidente, tornou-se necessário providenciar um meio de transporte que fique constantemente à disposição do governo federal. Não pense o prezado companheiro que também vou expressar minha opinião sobre o assunto. Vamos deixar a avaliação do tema para os esclarecidos cronistas e formadores de opinião que ultimamente têm se manifestado através da imprensa falada e escrita.</p>
<p>Prefiro falar de um meio de transporte mais econômico e tão em desuso atualmente: a bicicleta.</p>
<p>Quem de nós na infância, ou mesmo agora, não teve ou tem uma bicicleta? Já tive muitas, mas a confusão do trânsito e a falta de “estacionamentos” próprios, nos impede de aderir ao saudável vício de pedalar.</p>
<p>Não é saudosismo, mas puro prazer em relembrar. Ainda menino ia para a escola pilotando a chamada “magrela”. Da minha casa até o Ginásio Santo André, não gastava mais que cinco minutos. Sentia-me privilegiado e importante por ser um dos poucos detentores de tão poderoso meio de transporte.</p>
<p>O tempo passa e os novos modismos chegam. Hoje, andar de bicicleta é até uma necessidade. Faz bem à saúde, mas infelizmente andar em meio a veículos motorizados, além de ser perigoso nos obriga a inalar gás carbônico exalado dos carros em movimento.</p>
<p>Quem gosta do esporte ciclístico tem que se contentar em pedalar a famosa bicicleta ergométrica, aquela “que não sai do lugar”, freqüentando a sala de ginástica de seu apartamento ou alguma academia.</p>
<p>Portanto, deixemos de lado o avião do presidente e vamos nos preocupar em manter a saúde em dia, com ou sem o uso da bicicleta.</p>
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