• 28set

    Já ocupei este espaço para transmitir a boa ação que a AFRSAN executa com relação à confecção de fraldas. Volto ao tema para tentar passar o quanto é importante este ato de doação das senhoras da associação.

    Por uma daquelas coincidências que o destino nos reserva, convivemos com uma pessoa muito próxima à nossa família que necessita deste tipo de apoio, para compartilhar de uma vida mais normal possível. Regularmente, abastecemos esta nossa amiga com uma quantidade de fraldas adequada às suas necessidades, e recentemente também oferecemos uma cadeira de rodas através do programa que o Rotary mantém com uma entidade norte-americana.

    Os pais desta moça, e ela própria, estão agradecidos e comovidos com a generosidade que o Rotary e a AFRSAN têm demonstrado.

    Porém o que mais importa destacar, e este é o motivo desta mensagem, é a forma que a família demonstra para agradecer esta ajuda. Com humildade e por possuírem um coração bondoso, sempre que possível praticam ações que, da mesma forma, comovem aqueles que os ajudam. Regularmente, o pai da nossa amiga, nos presenteia com um delicioso pão-doce, especialmente feito por ele, como forma de reconhecer e agradecer a valiosa ajuda que estamos praticando. Mas o mais importante ainda, é ver nos olhos dele um brilho de alegria e felicidade por estar retribuindo a doação recebida. À sua maneira, consegue sentir-se realizado e feliz, mas afirmo com certeza que a nossa felicidade em poder estar ajudando esta família, é igual ou talvez maior.

    É por isso que nos sentimos incentivados a continuar realizando ações de auxílio ao próximo, e a campanha de confecção de fraldas que a AFRSAN realiza, reveste-se de uma importância vital para manter o bem estar e um mínimo conforto àqueles necessitados.

    A propósito, por não ter espírito egoísta, na próxima vez que receber o tão delicioso pão-doce, faço questão de reparti-lo com vocês.

    Escrito por Álvaro Ferreira @ 20:49

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  • 24set

    Sempre que nos referimos aos imigrantes, nos vem à mente os primeiros desbravadores do nosso continente no início do século 16. Mais recentemente, no ano de 1908, tivemos os primeiros japoneses aportando em Santos. Isto sem contar a mescla de famílias de alemães, espanhóis, italianos e portugueses, que aqui chegaram e se estabeleceram, durante várias décadas.

    Como imigrante que também sou, pois cá cheguei, ora pois, com a minha família no início dos anos 50, costumo me perguntar: Por que vim para o Brasil? Para alguns imigrantes, não restava outra alternativa senão sair de seus domínios, pois situações como conflitos mundiais, os obrigavam a tentar a sorte e oportunidade de vida mais compatíveis em outros países.

    De minha parte, a justificativa é mais simples. Na época não havia guerra naquela parte da Europa. Havia sim uma natural preocupação paterna em conseguir o melhor para a família, no sentido de oferecer uma base econômica, social e cultural, que, talvez, não fosse encontrada permanecendo naquela localidade humilde, embora aconchegante.

    Acredito que muitos companheiros têm em seus ascendentes, histórias parecidas. Famílias como Bitelli, Tangioni, Marsick, Munhoz, Precinoti, Motomura, Nicoletti e outras, estão no Brasil porque seus antepassados por aqui chegaram algum dia, com o objetivo de prosperar e oferecer melhores condições de vida aos seus descendentes. Muitos desses pioneiros não estão mais entre nós, bem como alguns deles não conseguiram alcançar tais objetivos para si próprio.

    Entretanto, fica uma certeza: as sementes plantadas por estes valentes e destemidos imigrantes germinaram e se multiplicaram através das gerações, as quais jamais devem esquecer de reverenciar o exemplo de desprendimento e aventura daqueles que deixaram suas Pátrias, para lutar e propiciar o bem estar das suas famílias.

    Que nas nossas orações, haja espaço para nos lembrarmos deles.

    Escrito por Álvaro Ferreira @ 9:48

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  • 07set

    É muito comum entre nós, guardar ou preservar alguns bens e objetos, deixando de usá-los por entender que poderão se estragar ou mesmo quebrar. O impulso natural em preservá-los, cria, entretanto, uma certa dose de frustração, pois não podemos “sentir o gosto” em usufruirmos tais relíquias.

    Acredito que todos nós temos na família alguém com este sentido. Ouvi uma história recente de um amigo cuja avó faleceu aos 95 anos, e guardava a sete chaves um belo aparelho de jantar da mais fina porcelana. Segundo ela, esta raridade era para ser usada apenas em ocasiões especiais. Porém, como a vida é curta, a dita senhora morreu sem experimentar a satisfação de sentar-se à mesa para uma refeição especial, por entender que ainda não havia chegado a hora de estrear o fino aparelho. Este mesmo amigo, o neto da história, logo após o falecimento da avó, colocou em uso aquilo que ela mais admirava, usufruindo o prazer e alegria por estar utilizando tão preciosa herança.

    Nesta mesma linha de raciocínio, também é natural que guardemos aquela roupa nova ou a mais bonita para momentos especiais. Preferimos vestir aquela camisa mais velha, porém já acostumados a ela, ou aquele par de sapatos pedindo meia-sola, do que calçar o par recentemente comprado, pois agindo desta forma ele poderá estragar-se mais depressa.

    Hábitos são hábitos. Cada um age à sua maneira, e não estamos aqui para dar a receita, mesmo porque não a conhecemos. Gostaria sim de lembrar que devemos aproveitar tudo aquilo que está ao nosso redor para nos proporcionar conforto e principalmente felicidade. Quem não aprecia jantar servido em um fino aparelho de porcelana, degustando um bom vinho em taça de cristal, ou mesmo trajar uma roupa nova? Claro que nem todos têm condições para isto, mas entre nós, somos muitos que passamos por esta experiência.

    Portanto, vamos aproveitar as coisas boas da vida que nos proporcionam alegria e felicidade, antes de irmos fazer companhia à avó do meu amigo.

    Escrito por Álvaro Ferreira @ 20:18

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