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	<title>Pensando Alto &#187; Família</title>
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	<description>Compartilhando nossos Pensamentos e Emoções</description>
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		<title>A sanfona e o robô</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 18:12:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Menino obediente aquele. De família humilde, entendia perfeitamente as dificuldades do pai em manter um lar. Trabalhando de sol a sol, trazia para casa o suficiente para o sustento. Raramente sobravam alguns trocados para extravagâncias. Quando chegava a época do Natal, o menino já sabia que dificilmente ganharia algum presente mais sofisticado. À época desta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Menino obediente aquele. De família humilde, entendia perfeitamente as dificuldades do pai em manter um lar. Trabalhando de sol a sol, trazia para casa o suficiente para o sustento. Raramente sobravam alguns trocados para extravagâncias. Quando chegava a época do Natal, o menino já sabia que dificilmente ganharia algum presente mais sofisticado. À época desta passagem, o presente mais almejado pelas crianças era a tão sonhada bicicleta. Sabedor da quase impossibilidade do Papai Noel trazê-la em seu saco de presentes contentava-se sempre com o que recebesse, o que não o deixava menos feliz. Sabia que era o que estava ao alcance das posses do seu pai.</p>
<p>Tinha uma aspiração por música e não podia ver alguém tocando sanfona para sonhar alto e pensar em voz alta:</p>
<p>- Um dia ainda vou ter uma.</p>
<p>Chega mais um Natal e manifesta este desejo para a mãe. Esta com todo o carinho e procurando não magoá-lo, disse-lhe:</p>
<p>- Filho, é muito caro e o papai não tem dinheiro para comprá-la.<br />
Compreendeu a situação, mas cabisbaixo, disse:<br />
- Sei mamãe&#8230; Mas será que vai fazer tanta falta o dinheiro para comprar a sanfona?</p>
<p>O diálogo terminaria aí se a zelosa mãe não dissesse ao seu marido o comentário do menino. Ato contínuo, o também zeloso pai condoído, disse a ela que faria até o impossível para satisfazer seu desejo. Como dezembro era um mês que se mostrava favorável ao trabalho, programou realizar serviços extras para arrecadar o necessário para o presente.</p>
<p>Chega o Natal. Família reunida. Parentes se abraçando comemorando mais um aniversário do menino Jesus. Na troca de presentes, o pai entrega ao filho um pequeno pacote. Ao abri-lo nota haver dentro dele um carrinho movido a corda, desses comuns que todos os amiguinhos dele já tinham. Conformado com o presente, não deixou de agradecer ao pai pela lembrança dando-lhe um beijo. Nisso o pai puxa por um outro pacote e não contendo as lágrimas, disse:</p>
<p>- Filho, isto é para você. Aquilo que você queria ganhar está aqui. Você mereceu.</p>
<p>Sem saber o que dizer e ainda um pouco envergonhado, o menino a esta altura trêmulo, desembrulhou o pacote e vê surpreso, a sanfona que tanto queria.</p>
<p>Muitos e muitos anos depois, este mesmo menino, agora adulto, jamais se esqueceu daquele ato de desprendimento de seu pai. Guardadas as devidas proporções e tendo em mente o exemplo edificante do pai, procurou fazer algo semelhante com seu filho. Embora a situação fosse outra e as dificuldades não tão marcantes como naquela época, este menino pai recebeu pedido semelhante de seu filho. Queria ganhar de presente um robô que ele tinha visto em uma revista e que se movimentava através da voz. Era o início da década de 80, e uma grande novidade para a época. Naquele exato momento passou um filme pela sua cabeça. Veio à sua mente quão feliz ficou por ter ganhado a sanfona de seu pai. Reconheceu os esforços que este deve ter feito para adquiri-la. Portanto, não pensou duas vezes e em uma de suas viagens ao exterior, pois o brinquedinho só existia por lá, comprou-o. Há controvérsias sobre quem ficou mais feliz. Teria sido o menino por ter recebido de presente aquilo que almejava, ou o pai por ter satisfeito o seu desejo, lembrando o que ocorreu no passado.</p>
<p>A sanfona hoje tem mais de 50 anos e o robô 20 anos. O mais pitoresco é que ambos estão discretamente juntos em uma estante, simbolizando duas épocas e quem sabe em um futuro não muito distante, haja nessa mesma estante um outro presente simbolizando a terceira geração de famílias felizes.</p>
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		<title>Piloto de supermercado</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 00:58:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existem sonhos realizáveis e outros que alimentam o desejo e a esperança em tornar-se realidade. Para aqueles realizáveis, torna-se grande a satisfação quando vemos que os esforços e a vontade permitiram transformar em realidade alguma ambição ou projeto de vida.
Há, também, aqueles sonhos de difícil realização, mas nem por isso diminuídos em intensidade. Quem não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem sonhos realizáveis e outros que alimentam o desejo e a esperança em tornar-se realidade. Para aqueles realizáveis, torna-se grande a satisfação quando vemos que os esforços e a vontade permitiram transformar em realidade alguma ambição ou projeto de vida.</p>
<p>Há, também, aqueles sonhos de difícil realização, mas nem por isso diminuídos em intensidade. Quem não sonha em ganhar na loteria, acertando na mega-sena? Quem nunca pensou em dirigir uma Ferrari, de preferência nas ruas de Mônaco? No devaneio das nossas ambições, estas são realizações que fazem parte de algo não atingível, mas não é pecado deixá-las armazenadas em nossas mentes.</p>
<p>O mais importante em tudo isso é saber conviver com a realidade dos fatos. Se você não conseguir enriquecer através da loteria, dedique aquela pequena quantia usualmente gasta na “fezinha” semanal, a alguém mais necessitado. Qualquer cruzamento com semáforo é cenário propício para prestar uma boa ação. Muitas vezes, o pouco nosso é muito para quem precisa.</p>
<p>Se você não consegue pilotar uma Ferrari, não se desespere. Existem outras tarefas que mesmo não oferecendo o mesmo prazer, revestem-se de muita importância para a sua família. Ao invés de dedicar os finais de semana a assistir um jogo de futebol, que tal pilotar um carrinho de supermercado? É uma tarefa descontraída e descompromissada, não elevando os índices de adrenalina e tampouco causando o estresse que outra atividade mais maçante poderia causar. Ao contrário de dirigir uma Ferrari, não se gastaria combustível e muito menos causaria poluição ambiental.</p>
<p>Portanto, você tem duas opções: continuar sonhando em ter uma Ferrari, ou sentir-se feliz em poder pilotar o seu carrinho de supermercado.</p>
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		<title>Perdi um Amigo</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 00:18:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Passamos a nossa existência cultivando muitas amizades e no balanço final percebemos que temos muitos colegas, mas poucos amigos de verdade.
Há cerca de quarenta anos, conheci um jovem adolescente que como eu iniciava os flertes próprios da idade. As idas ao cinema com as namoradas e os bailinhos do início dos anos 60, era o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passamos a nossa existência cultivando muitas amizades e no balanço final percebemos que temos muitos colegas, mas poucos amigos de verdade.</p>
<p>Há cerca de quarenta anos, conheci um jovem adolescente que como eu iniciava os flertes próprios da idade. As idas ao cinema com as namoradas e os bailinhos do início dos anos 60, era o que mais no divertia.</p>
<p>Passados alguns anos, cada um seguiu o seu caminho. Como conseqüência de um relacionamento respeitável, cada um de nós construiu sua trajetória. Por uma dessas coincidências que algum plano pode explicar, no mês de fevereiro de 1980 nasceram Mayra, filha do meu amigo e Vinícius, meu e da Gecilda.</p>
<p>Mais alguns anos se passaram, e desde cedo era notória a afinidade que ambos tinham entre si, e no início da adolescência iniciaram o namoro que persiste até hoje.</p>
<p>Não é preciso dizer da alegria e satisfação que os pais corujas revelaram quando souberam da notícia. Este fato, que já dura nove anos, fortaleceu os laços que unem as duas famílias até hoje.</p>
<p>Sempre que possível nos juntávamos naqueles tradicionais encontros caseiros para saborear aquela picanha sabiamente preparada pelo meu amigo. O nosso último encontro aconteceu na nossa maravilhosa Festa Alemã, oportunidade que nos divertimos muito ao som de uma alegre e contagiante música, saboreando o eisbein com chucrute regado com o delicioso chopp. Além disso, o meu amigo era um exímio contador de casos e sempre nos brindava com eles em qualquer momento que o encontrávamos.</p>
<p>Uma semana depois da nossa festa o meu amigo tratou de nos pregar uma peça. Entendeu que já tinha nos divertido muito e transmitido lições de humildade e de bom caráter. Por isso achou melhor continuar a fazer isso em outros ambientes por nós desconhecidos, e sem dizer nada, nos deixou. Sim, partiu para um plano superior, mas não sem deixar registrado um exemplo de dedicação à família, respeito ao semelhante, e, ironicamente, um grande coração, o mesmo que o tirou do nosso convívio.</p>
<p>Fica a flor plantada por ele e sua esposa. Fica a certeza que a Mayra e o Vinícius saberão seguir seus ensinamentos, perseverando na tarefa de dar seguimento a disseminar apenas o bem que ele sempre apregoou.</p>
<p>Puxa Horácio, por quê você aprontou essa conosco?</p>
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		<title>Um delicioso pão doce</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 23:49:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Rotary]]></category>

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		<description><![CDATA[Já ocupei este espaço para transmitir a boa ação que a AFRSAN executa com relação à confecção de fraldas. Volto ao tema para tentar passar o quanto é importante este ato de doação das senhoras da associação.
Por uma daquelas coincidências que o destino nos reserva, convivemos com uma pessoa muito próxima à nossa família que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font-style: normal;" align="justify">Já ocupei este espaço para transmitir a boa ação que a AFRSAN executa com relação à confecção de fraldas. Volto ao tema para tentar passar o quanto é importante este ato de doação das senhoras da associação.</p>
<p class="western" style="font-style: normal;" align="justify">Por uma daquelas coincidências que o destino nos reserva, convivemos com uma pessoa muito próxima à nossa família que necessita deste tipo de apoio, para compartilhar de uma vida mais normal possível. Regularmente, abastecemos esta nossa amiga com uma quantidade de fraldas adequada às suas necessidades, e recentemente também oferecemos uma cadeira de rodas através do programa que o Rotary mantém com uma entidade norte-americana.</p>
<p class="western" style="font-style: normal;" align="justify">Os pais desta moça, e ela própria, estão agradecidos e comovidos com a generosidade que o Rotary e a AFRSAN têm demonstrado.</p>
<p class="western" style="font-style: normal;">Porém o que mais importa destacar, e este é o motivo desta mensagem, é a forma que a família demonstra para agradecer esta ajuda. Com humildade e por possuírem um coração bondoso,  sempre que possível praticam   ações  que,   da mesma  forma, comovem aqueles que os ajudam. Regularmente, o pai da nossa amiga, nos presenteia com um delicioso pão-doce, especialmente feito por ele, como forma de reconhecer e agradecer a valiosa ajuda que estamos praticando. Mas o mais importante ainda, é ver nos olhos dele um brilho de alegria e felicidade por estar retribuindo a doação recebida. À sua maneira, consegue sentir-se realizado e feliz, mas afirmo com certeza que a nossa felicidade em poder estar ajudando esta família, é igual ou talvez maior.</p>
<p style="font-style: normal;">É por isso que nos sentimos incentivados a continuar realizando ações de auxílio ao próximo, e a campanha de confecção de fraldas que a AFRSAN realiza, reveste-se de uma importância vital para manter o bem estar e um mínimo conforto àqueles necessitados.</p>
<p class="western" style="font-style: normal;" align="left">A propósito, por não ter espírito egoísta, na próxima vez que receber o tão delicioso pão-doce, faço questão de reparti-lo com vocês.</p>
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		<title>O imigrante</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 12:48:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Contidiano]]></category>
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		<category><![CDATA[Imigrantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre que nos referimos aos imigrantes, nos vem à mente os primeiros desbravadores do nosso continente no início do século 16. Mais recentemente, no ano de 1908, tivemos os primeiros japoneses aportando em Santos. Isto sem contar a mescla de famílias de alemães, espanhóis, italianos e portugueses, que aqui chegaram e se estabeleceram, durante várias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que nos referimos aos imigrantes, nos vem à mente os primeiros desbravadores do nosso continente no início do século 16. Mais recentemente, no ano de 1908, tivemos os primeiros japoneses aportando em Santos. Isto sem contar a mescla de famílias de alemães, espanhóis, italianos e portugueses, que aqui chegaram e se estabeleceram, durante várias décadas.</p>
<p>Como imigrante que também sou, pois cá cheguei, ora pois, com a minha família no início dos anos 50, costumo me perguntar: Por que vim para o Brasil? Para alguns imigrantes, não restava outra alternativa senão sair de seus domínios, pois situações como conflitos mundiais, os obrigavam a tentar a sorte e oportunidade de vida mais compatíveis em outros países.</p>
<p>De minha parte, a justificativa é mais simples. Na época não havia guerra naquela parte da Europa. Havia sim uma natural preocupação paterna em conseguir o melhor para a família, no sentido de oferecer uma base econômica, social e cultural, que, talvez, não fosse encontrada permanecendo naquela localidade humilde, embora aconchegante.</p>
<p>Acredito que muitos companheiros têm em seus ascendentes, histórias parecidas. Famílias como Bitelli, Tangioni, Marsick, Munhoz, Precinoti, Motomura, Nicoletti e outras, estão no Brasil porque seus antepassados por aqui chegaram algum dia, com o objetivo de prosperar e oferecer melhores condições de vida aos seus descendentes. Muitos desses pioneiros não estão mais entre nós, bem como alguns deles não conseguiram alcançar tais objetivos para si próprio.</p>
<p>Entretanto, fica uma certeza: as sementes plantadas por estes valentes e destemidos imigrantes germinaram e se multiplicaram através das gerações, as quais jamais devem esquecer de reverenciar o exemplo de desprendimento e aventura daqueles que deixaram suas Pátrias, para lutar e propiciar o bem estar das suas famílias.</p>
<p>Que nas nossas orações, haja espaço para nos lembrarmos deles.</p>
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		<title>Avó do meu amigo</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 23:18:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
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		<category><![CDATA[Hábitos]]></category>

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		<description><![CDATA[É muito comum entre nós, guardar ou preservar alguns bens e objetos, deixando de usá-los por entender que poderão se estragar ou mesmo quebrar. O impulso natural em preservá-los, cria, entretanto, uma certa dose de frustração, pois não podemos “sentir o gosto” em usufruirmos tais relíquias.
Acredito que todos nós temos na família alguém com este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É muito comum entre nós, guardar ou preservar alguns bens e objetos, deixando de usá-los por entender que poderão se estragar ou mesmo quebrar. O impulso natural em preservá-los, cria, entretanto, uma certa dose de frustração, pois não podemos “sentir o gosto” em usufruirmos tais relíquias.</p>
<p>Acredito que todos nós temos na família alguém com este sentido. Ouvi uma história recente de um amigo cuja avó faleceu aos 95 anos, e guardava a sete chaves um belo aparelho de jantar da mais fina porcelana. Segundo ela, esta raridade era para ser usada apenas em ocasiões especiais. Porém, como a vida é curta, a dita senhora morreu sem experimentar a satisfação de sentar-se à mesa para uma refeição especial, por entender que ainda não havia chegado a hora de estrear o fino aparelho. Este mesmo amigo, o neto da história, logo após o falecimento da avó, colocou em uso aquilo que ela mais admirava, usufruindo o prazer e alegria por estar utilizando tão preciosa herança.</p>
<p>Nesta mesma linha de raciocínio, também é natural que guardemos aquela roupa nova ou a mais bonita para momentos especiais. Preferimos vestir aquela camisa mais velha, porém já acostumados a ela, ou aquele par de sapatos pedindo meia-sola, do que calçar o par recentemente comprado, pois agindo desta forma ele poderá estragar-se mais depressa.</p>
<p>Hábitos são hábitos. Cada um age à sua maneira, e não estamos aqui para dar a receita, mesmo porque não a conhecemos. Gostaria sim de lembrar que devemos aproveitar tudo aquilo que está ao nosso redor para nos proporcionar conforto e principalmente felicidade. Quem não aprecia jantar servido em um fino aparelho de porcelana, degustando um bom vinho em taça de cristal, ou mesmo trajar uma roupa nova? Claro que nem todos têm condições para isto, mas entre nós, somos muitos que passamos por esta experiência.</p>
<p>Portanto, vamos aproveitar as coisas boas da vida que nos proporcionam alegria e felicidade, antes de irmos fazer companhia à avó do meu amigo.</p>
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		<title>A máquina de escrever</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 23:53:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Era uma vez um pai muito cuidadoso e até ciumento com os seus objetos pessoais. Tinha uma máquina de escrever portátil que era o seu xodó e não gostava que outra pessoa, a não ser ele, fizesse uso de tal avançada ferramenta tecnológica, pelo menos para a época que se passa a história, há quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma vez um pai muito cuidadoso e até ciumento com os seus objetos pessoais. Tinha uma máquina de escrever portátil que era o seu xodó e não gostava que outra pessoa, a não ser ele, fizesse uso de tal avançada ferramenta tecnológica, pelo menos para a época que se passa a história, há quase trinta anos.</p>
<p>Certa vez, ao chegar a casa, encontrou a filhinha de quatro anos dedilhando as pesadas e desajeitadas teclas da máquina, fazendo que estas se “encavalassem” com muita freqüência. Isto era muito comum, e quem está acostumado digitar algo no computador, talvez não se lembre deste fenômeno de encavalar.</p>
<p>Com o espírito de posse que exercia sobre o equipamento, ficou furioso ao ver a filhinha brincando com algo que julgava não ser um brinquedo. Imediatamente pediu que ela parasse o que estava fazendo, advertindo-a que aquilo não era brinquedo e só poderia ser usada para assuntos sérios.</p>
<p>Ela relutou em abandonar o que estava fazendo e falou para o pai:</p>
<p>- Espera só um pouquinho, estou terminando.</p>
<p>E como continuava dedilhando, deixou o pai irritado, e este mais uma vez pediu que parasse. Ela novamente pediu mais um pouquinho de tempo, porém como não terminava, causou a ira do pai, que bruscamente tirou a máquina do seu alcance.</p>
<p>Imediatamente a menina começou a chorar, mas um choro diferente daquele que o pai estava habituado a ouvir, chamando-lhe a atenção. Após trancar-se no quarto, o pai por curiosidade tirou o papel que estava sendo datilografado e antes de jogá-lo fora, leu o que ela estava tentando escrever, que entre alguns erros, tinha a seguinte frase:</p>
<p>“Papai, você é o maior pai do mundo&#8230; te amo!”</p>
<p>Foi aí que ele compreendeu o choro diferente de sua filha, e ato contínuo também começou a chorar.</p>
<p>Fica como moral da história que uma criança pode ensinar muito a um adulto, e que devemos contar até dez antes de repreender uma criança. Fica também o reconhecimento de um pai que após vinte e oito anos reconhece o erro que cometeu com a sua filha Vanessa.</p>
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