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	<title>Pensando Alto &#187; Casamento</title>
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		<title>O casamento de Severino e Lucineide</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 19:29:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Casamento]]></category>

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		<description><![CDATA[O humilde casal era migrante e morava na cidade grande. Desde criança nutriam admiração um pelo outro e devido às dificuldades e limitações em conseguir um padrão de vida melhor onde nasceram, mudaram-se para a grande metrópole, indo ambos trabalhar em serviços braçais.
Ele é um daqueles que contribuem para o crescimento vertical da nossa cidade, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O humilde casal era migrante e morava na cidade grande. Desde criança nutriam admiração um pelo outro e devido às dificuldades e limitações em conseguir um padrão de vida melhor onde nasceram, mudaram-se para a grande metrópole, indo ambos trabalhar em serviços braçais.</p>
<p>Ele é um daqueles que contribuem para o crescimento vertical da nossa cidade, recebendo o seu sustento através do serviço prestado no ramo de construção civil. Entenda-se como construção civil, aquele que pega firme na preparação da massa e assentamento de tijolos, o popularmente chamado servente de pedreiro.</p>
<p>Ela ajuda no sustento do lar com renda extra recebida como secretária do lar, nome chique para identificar as empregadas domésticas.</p>
<p>Como a maioria dos casais que chegam na grande cidade a procura de oportunidades de trabalho, Severino e Lucineide trouxeram a tiracolo uma filhinha de dois anos de idade. Não eram casados de papel passado, mas viviam em harmonia e davam duro para manter a família em condições mínimas de sobrevivência.</p>
<p>Com o passar do tempo resolveram oficializar a união através de matrimônio. Um desejo antigo e que certamente iria torná-los mais felizes.</p>
<p>Como não tinham recursos procuraram uma maneira criativa para gastar o menos possível com a celebração e comemoração do casamento. Primeiro convidaram o padre de uma paróquia da periferia sempre envolvido e comprometido com as pessoas carentes, para celebrar o casamento. Aceitou prontamente realizar a cerimônia sem ônus para o casal. Havia, também, no bairro onde moravam, a mercearia do seu Raimundo, conterrâneo e amigo, que ao saber da intenção deles, ofereceu duas caixas de carne de sol, uma caixa de macaxeira, duas garrafas de catuaba e se ofereceu para preparar caldo de mocotó e sarapatel.</p>
<p>Estava quase preparada a festa. Faltava bebida para refrescar os convidados.   Mas isso não era problema, pois quando ficou sabendo, o seu Nonato da vendinha comprometeu-se a doar duas caixas de tubaina e um caixinha de pacotes de Quisuco.</p>
<p>Mas onde realizar a festa? Faltava resolver esta pendência. Faltava! Como em todo bairro há sempre um ponto de atração, no deles também havia. Freqüentavam de vez em quando, pois não podiam esbanjar dinheiro à toa, o Bingo Estrela do Norte. Pela amizade conquistada dos donos do bingo, estes ofereceram o espaço para a festa além de realizarem uma rodada de bingo com renda em favor do casal. Apesar do espaço não ser muito grande, tiveram a idéia de fazer um &#8220;puxadinho&#8221; com aquela lona preta usualmente utilizada para isolar ambientes e manter privacidade.</p>
<p>Estava montado o esquema. Só faltava emitir os convites, mas teria um custo.    Não foi preciso, pois como eram muito conhecidos no bairro, se encarregaram de fazer o convite verbalmente. Ah! E a roupa? O responsável pela construção onde Severino trabalhava e a patroa da Lucineide, espontaneamente separaram aquelas roupas pouco usadas e ofereceram a eles para serem vestidas para a cerimônia.</p>
<p>Chegou o dia do casamento. Ao contrário das badaladas cerimônias das celebridades, a festa de casamento de Severino e Lucineide transcorreu de maneira alegre e descontraída, não havendo problemas em controlar a presença de convidados e tampouco, pedindo a algum presente mais inconveniente a sair do recinto. E o ponto alto da cerimônia foi a presença da filhinha Mariana como daminha de honra. Com muita alegria ela levou as alianças até o altar para o padre abençoar aquela união tão esperada.</p>
<p>Para encerrar com chave de ouro e para a surpresa do casal recém casado, os amigos de Severino que trabalhavam com ele na construção possuíam comprovados dotes artísticos, e improvisaram um conjunto musical. E ao som da sanfona, zabumba, pandeiro e triângulo, animaram a festa até as tantas da madrugada.</p>
<p>Guardadas as devidas proporções, não há limite para se alcançar a felicidade.   Ricos e pobres podem usufruir bons momentos, mas uma certeza fica no ar: quando a felicidade vem ao encontro de pessoas sofridas, amarguradas pelas vicissitudes e pegas pelas armadilhas da vida, tem muito mais valor e aumenta a grandeza do coração dessas pessoas, transbordando alegria para aqueles com elas convivem.</p>
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