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	<title>Pensando Alto</title>
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	<description>Compartilhando nossos Pensamentos e Emoções</description>
	<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 15:11:03 +0000</pubDate>
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		<title>Roubaram meu estilingue</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 15:11:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

		<category><![CDATA[Lembranças]]></category>

		<category><![CDATA[Infância]]></category>

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		<description><![CDATA[As diferenças lingüísticas regionais obrigam-me a dizer que temos algumas denominações para o estilingue.  Pode ser, também, chamado de funda, atiradeira, bodoque, etc. No meu tempo de moleque era estilingue, mesmo.
Como qualquer menino que adorava viver na rua, apesar dos protestos da mãe, era daqueles que, inocentemente, gostava de usar o estilingue para realizar algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As diferenças lingüísticas regionais obrigam-me a dizer que temos algumas denominações para o estilingue.  Pode ser, também, chamado de funda, atiradeira, bodoque, etc. No meu tempo de moleque era estilingue, mesmo.</p>
<p>Como qualquer menino que adorava viver na rua, apesar dos protestos da mãe, era daqueles que, inocentemente, gostava de usar o estilingue para realizar algumas traquinices próprias de crianças levadas. Já lá se vão mais de cinqüenta anos. Era o início da iluminação pública e a rua onde morava recebeu este tão esperado benefício. Quanta alegria. Poderíamos passar mais tempo vagando na rua, pois passaria a proporcionar maiores oportunidades de lá permanecermos até durante a noite. Convém lembrar que naquela época ainda não havia o perigo comum de hoje em perambular pelas ruas, alamedas e vielas da vila.</p>
<p>Como toda a novidade, aguçava a curiosidade daqueles, que como eu, buscava novas emoções em tudo que surgia de novo. As lâmpadas eram emolduradas por um tipo de prato superior que auxiliava no reflexo da luz.   Era algo moderno para a época, mas despertava certa curiosidade para a molecada. Pouco a pouco, percebemos que aquele avanço da modernidade em oferecer aos munícipes um pouco mais de conforto, passou a ser um alvo desejado para os nossos estilingues.</p>
<p>Uma semana após terem sido instaladas as luminárias, pelo menos metade delas já se apresentavam sem as devidas lâmpadas, mesclando a rua com pontos escuros com a  falta de iluminação em determinados pontos. Como ocorreu isto? Ora, pela mira precisa de alguns companheiros que utilizando pedras ou frutos de mamona com um estilingue feito à mão (quem não se lembra?) destruíram aquilo que devia ser preservado. Mas convenhamos, como era gostoso&#8230;</p>
<p>Como sempre acontece quando uma má ação é realizada, fomos descobertos. Foi o pai de um dos meninos da turma. Após uma descompostura, aliás, merecida, fomos obrigados a entregar-lhe todas as nossas perigosas armas. Além disso, fomos obrigados a realizar boas ações para compensar tais atos de vandalismo.</p>
<p>Firmamos o compromisso de não mais agirmos daquela maneira, quebrando lâmpadas causando o desconforto para os moradores da rua. Em contrapartida, o tal pai do nosso coleguinha comprometeu-se a nos restituir os tão queridos estilingues após cumprirmos a promessa. O castigo durou uma semana, período em que parecíamos querubins acompanhando a mais religiosa das procissões.</p>
<p>Passado o período de castigo, tivemos de volta as nossas “perigosas” armas.  Contentamos respeitosamente o pai até então enfurecido, prometendo-lhe jamais atentar contra o patrimônio que tanto nos beneficiava.</p>
<p>De posse dos estilingues, nos reunimos (sim, já tínhamos poder organizado), e decidimos nunca mais quebrar aquelas lâmpadas que permaneciam ao nosso alcance. Entretanto, notamos que, cada vez com maior freqüência, os passarinhos se acomodavam nos fios que transmitiam energia para manter as lâmpadas em funcionamento. Como todos nós nos gabávamos por termos boa pontaria, por que não derivar as nossas habilidades para combater o excesso de excrementos que os pássaros poderiam causar na via pública.</p>
<p>E assim fizemos&#8230; os estilingues funcionando a todo vapor, os pássaros sumiram como num passe de mágica, a rua permaneceu limpa, as lâmpadas intactas, e o pai do nosso amigo feliz para sempre.</p>
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		<title>O brinco sob a mesa</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 22:26:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[O bem sucedido homem de negócios, responsável por uma próspera empresa de transportes, tinha a sua vida ocupada por múltiplos afazeres. Viagens constantes marcavam seus compromissos. Apesar das queixas da esposa em dar pouca assistência às coisas do lar, justificava-se pelo fato de não poder abandonar a administração dos negócios, caso contrário perderia o controle [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O bem sucedido homem de negócios, responsável por uma próspera empresa de transportes, tinha a sua vida ocupada por múltiplos afazeres. Viagens constantes marcavam seus compromissos. Apesar das queixas da esposa em dar pouca assistência às coisas do lar, justificava-se pelo fato de não poder abandonar a administração dos negócios, caso contrário perderia o controle das ações.</p>
<p>Mantinha bases em locais estratégicos. Precisava estar próximo aos portos de embarque para certificar-se da eficácia das entregas. Vez ou outra delegava certas tarefas à sua gerente de logística. Por não poder estar em todos os pontos ao mesmo tempo, entendia ser salutar para a empresa manter alguém de confiança conduzindo parte dos negócios.</p>
<p>Depositava irrestrita confiança na sua gerente, o que de certa forma causava um fio de ciúmes à sua esposa, que abnegada por natureza, aceitava as andanças do marido, mas sempre mantinha certa desconfiança na desenvoltura que ambos revelavam quando estavam juntos, tratando ou não dos interesses da empresa.</p>
<p>O marido ciente do sentimento da esposa fazia de tudo para não deixar transparecer qualquer indício de intimidade entre os dois, embora certas evidências atestassem tal procedimento. Para eliminar qualquer dúvida, convidou a esposa a passar em seu escritório, pois precisava de ajuda para decorar o ambiente. Acreditava que delegando a ela tal responsabilidade, a estaria valorizando e, ao mesmo tempo, amenizando aquele outro sentimento dela com respeito à suposta rival.</p>
<p>Antes da esposa chegar, o nosso herói chamou a gerente à sua sala para prepará-la para a visita. Chamou a atenção dos demais funcionários o tempo que ambos ficaram à portas fechadas. Terminada a reunião extraordinária chega a esposa, sendo recebida gentil e carinhosamente pela principal assistente de seu marido. Provavelmente, para demonstrarem não haver nada de excepcional entre eles além do relacionamento profissional, os dois haviam combinado de permanecer no escritório e junto com a esposa iniciarem as tratativas para modernizar o ambiente do escritório.</p>
<p>Enquanto conversavam, e quase sem querer, a esposa viu sob a mesa aos pés do marido, um brinco caído ao chão. Ato contínuo agachou-se e recolheu a jóia. Examinou-a e enalteceu a beleza da peça. Era um pequeno coração cortado pela flecha do cupido com pequenos detalhes em brilhantes. Antes de falar qualquer coisa, percebeu um silêncio enigmático dentro da sala e ao mirar seu marido e a executiva, notou que ambos repentinamente passaram de um tom normal de seus rostos para aquele rubor natural de quem se surpreende por algo inesperado.</p>
<p>Após alguns segundos de silêncio total, e sem fazer qualquer pergunta, dirigiu sua mão ao pescoço da outra e constatou aquilo que desconfiava. Faltava um brinco eu uma das suas orelhas.</p>
<p>Imaginem o que se sucedeu após a descoberta. Como explicar o fato do brinco estar debaixo da mesa? Como chegou até lá? Como justificar que o brinco caiu da orelha, justo daquela de quem desconfiava?</p>
<p>Surgiu então a imaginação fértil e aquele sentido que só as mulheres têm. Imediatamente, a executiva tomou a palavra e com muita segurança disse à esposa do chefe que, sabendo da vinda dela ao escritório tomou a iniciativa de proceder a uma limpeza na sala, porque apesar da constante insistência, ele nunca se preocupou em manter o local limpo. E justamente no local onde ele descansava os pés, havia uma mancha, e apenas debruçando-se ela foi capaz de limpá-la com o auxílio de uma escova. Nesse momento, não notou que o seu brinco havia caído no chão.</p>
<p>Convencida ou não, a esposa passou a freqüentar mais o escritório do marido, e ela mesma encarrega-se de efetuar a limpeza mais ingrata. Quanto à gerente de logística, consta que após o episódio, deixou de usar brincos.</p>
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		<title>O casamento de Severino e Lucineide</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 19:29:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

		<category><![CDATA[Casamento]]></category>

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		<description><![CDATA[O humilde casal era migrante e morava na cidade grande. Desde criança nutriam admiração um pelo outro e devido às dificuldades e limitações em conseguir um padrão de vida melhor onde nasceram, mudaram-se para a grande metrópole, indo ambos trabalhar em serviços braçais.
Ele é um daqueles que contribuem para o crescimento vertical da nossa cidade, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O humilde casal era migrante e morava na cidade grande. Desde criança nutriam admiração um pelo outro e devido às dificuldades e limitações em conseguir um padrão de vida melhor onde nasceram, mudaram-se para a grande metrópole, indo ambos trabalhar em serviços braçais.</p>
<p>Ele é um daqueles que contribuem para o crescimento vertical da nossa cidade, recebendo o seu sustento através do serviço prestado no ramo de construção civil. Entenda-se como construção civil, aquele que pega firme na preparação da massa e assentamento de tijolos, o popularmente chamado servente de pedreiro.</p>
<p>Ela ajuda no sustento do lar com renda extra recebida como secretária do lar, nome chique para identificar as empregadas domésticas.</p>
<p>Como a maioria dos casais que chegam na grande cidade a procura de oportunidades de trabalho, Severino e Lucineide trouxeram a tiracolo uma filhinha de dois anos de idade. Não eram casados de papel passado, mas viviam em harmonia e davam duro para manter a família em condições mínimas de sobrevivência.</p>
<p>Com o passar do tempo resolveram oficializar a união através de matrimônio. Um desejo antigo e que certamente iria torná-los mais felizes.</p>
<p>Como não tinham recursos procuraram uma maneira criativa para gastar o menos possível com a celebração e comemoração do casamento. Primeiro convidaram o padre de uma paróquia da periferia sempre envolvido e comprometido com as pessoas carentes, para celebrar o casamento. Aceitou prontamente realizar a cerimônia sem ônus para o casal. Havia, também, no bairro onde moravam, a mercearia do seu Raimundo, conterrâneo e amigo, que ao saber da intenção deles, ofereceu duas caixas de carne de sol, uma caixa de macaxeira, duas garrafas de catuaba e se ofereceu para preparar caldo de mocotó e sarapatel.</p>
<p>Estava quase preparada a festa. Faltava bebida para refrescar os convidados.   Mas isso não era problema, pois quando ficou sabendo, o seu Nonato da vendinha comprometeu-se a doar duas caixas de tubaina e um caixinha de pacotes de Quisuco.</p>
<p>Mas onde realizar a festa? Faltava resolver esta pendência. Faltava! Como em todo bairro há sempre um ponto de atração, no deles também havia. Freqüentavam de vez em quando, pois não podiam esbanjar dinheiro à toa, o Bingo Estrela do Norte. Pela amizade conquistada dos donos do bingo, estes ofereceram o espaço para a festa além de realizarem uma rodada de bingo com renda em favor do casal. Apesar do espaço não ser muito grande, tiveram a idéia de fazer um &#8220;puxadinho&#8221; com aquela lona preta usualmente utilizada para isolar ambientes e manter privacidade.</p>
<p>Estava montado o esquema. Só faltava emitir os convites, mas teria um custo.    Não foi preciso, pois como eram muito conhecidos no bairro, se encarregaram de fazer o convite verbalmente. Ah! E a roupa? O responsável pela construção onde Severino trabalhava e a patroa da Lucineide, espontaneamente separaram aquelas roupas pouco usadas e ofereceram a eles para serem vestidas para a cerimônia.</p>
<p>Chegou o dia do casamento. Ao contrário das badaladas cerimônias das celebridades, a festa de casamento de Severino e Lucineide transcorreu de maneira alegre e descontraída, não havendo problemas em controlar a presença de convidados e tampouco, pedindo a algum presente mais inconveniente a sair do recinto. E o ponto alto da cerimônia foi a presença da filhinha Mariana como daminha de honra. Com muita alegria ela levou as alianças até o altar para o padre abençoar aquela união tão esperada.</p>
<p>Para encerrar com chave de ouro e para a surpresa do casal recém casado, os amigos de Severino que trabalhavam com ele na construção possuíam comprovados dotes artísticos, e improvisaram um conjunto musical. E ao som da sanfona, zabumba, pandeiro e triângulo, animaram a festa até as tantas da madrugada.</p>
<p>Guardadas as devidas proporções, não há limite para se alcançar a felicidade.   Ricos e pobres podem usufruir bons momentos, mas uma certeza fica no ar: quando a felicidade vem ao encontro de pessoas sofridas, amarguradas pelas vicissitudes e pegas pelas armadilhas da vida, tem muito mais valor e aumenta a grandeza do coração dessas pessoas, transbordando alegria para aqueles com elas convivem.</p>
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		<title>Aroma das rosas</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 20:46:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Pode-se afirmar que o olfato é um sentido que proporciona regressão no tempo fazendo nos lembrar de cenas e momentos inesquecíveis. Por mais longo o período que se passou determinado acontecimento, é imediata a sua lembrança se associarmos o aroma que predominava naquele instante. O perfume tem essa propriedade.
Eduardo é um eterno apaixonado. Desde a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode-se afirmar que o olfato é um sentido que proporciona regressão no tempo fazendo nos lembrar de cenas e momentos inesquecíveis. Por mais longo o período que se passou determinado acontecimento, é imediata a sua lembrança se associarmos o aroma que predominava naquele instante. O perfume tem essa propriedade.</p>
<p>Eduardo é um eterno apaixonado. Desde a adolescência revelava inocência e pureza no trato com as pessoas, principalmente com as do sexo oposto. Não era namorador, mas apaixonava-se facilmente. Podia-se dizer que era o genro que muitas sogras gostariam de ter. Estudioso, de boa família e educado era o menino modelo entre os garotos de sua geração.</p>
<p>Talvez por ser tão correto, não conseguia relacionar-se por muito tempo com as namoradas, até que encontrou a sua alma gêmea. Raquel era uma jovem no início da adolescência, com muita alegria de viver, descontraída e de boa família, como Eduardo. Tinha uma peculiaridade que atraía Eduardo. Adorava perfumar-se. Nunca saia de casa sem antes passar uma colônia cuidadosamente escolhida para o ambiente que iria freqüentar. Sabia cativar as pessoas pela sua própria desinibição e tinha consciência que o que mais agradava Eduardo era o seu aroma de rosas, como ele costumava dizer.</p>
<p>Ela era tão charmosa e chamava tanto a atenção que começou a preocupar Eduardo. Nas festas que freqüentavam, naturalmente era a jovem mais apontada por todos os presentes. Isso deixava Eduardo enciumado, mas sua paixão por ela era tamanha que preferia enfrentar o dissabor de ser ignorado por seus colegas do que perder a sua grande paixão.</p>
<p>Para tudo há um limite. Com o passar do tempo a situação começou a ficar insustentável. As atenções dela não estavam apenas se dirigindo ao namorado. Os seus olhares começaram a mirar outros alvos e aos poucos a paixão pelo namorado também começou a esfriar. O mesmo não ocorria com Eduardo, que mesmo sabendo do comportamento da amada, não admitia perdê-la para outro pretendente. Não conseguia imaginar ficar longe do aroma de rosas que inebriava aquela união.</p>
<p>Infelizmente, após dois anos de romance aquele relacionamento teve fim.  Ambos seguiram seus destinos, pois eram jovens e novas oportunidades de relacionamento certamente apareceriam.</p>
<p>Não se sabe o que aconteceu com Raquel, embora se possa imaginar que continuou cativando os seus amores com o inefável aroma das rosas.</p>
<p>E quanto ao nosso amigo Eduardo, qual seria o seu destino? Já se passaram dez anos daquela paixão tórrida e ele jamais conseguiu encontrar-se com alguém para dividir o seu coração. Toda vez que tentava, vinha à sua mente aquele aroma inconfundível e ele lamentava não o sentir mais com as poucas namoradas que estiveram em seus braços. Hoje vive feliz à sua maneira. É proprietário de uma grande rede de cosméticos e perfumarias e a sua especialidade é orientar seus clientes quanto aos melhores aromas e essências disponíveis no mercado, e realiza-se quando convence alguém que o perfume com aroma de rosas é o que mais representa o amor, a paixão e os felizes momentos do passado.</p>
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		<title>Quem aos vinte anos não é revolucionário, não tem coração; quem aos quarenta anos continua revolucionário, não tem cabeça</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Feb 2009 15:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<category><![CDATA[juventude]]></category>

		<category><![CDATA[pensamento]]></category>

		<category><![CDATA[revolução]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei de quem é este pensamento, mas ele reflete uma verdade inconteste. Todos nós durante a juventude, tivemos idéias e atitudes que julgávamos as mais corretas. Pensávamos que poderíamos consertar o mundo, que todos estavam errados e nós éramos os únicos certos. De alguma forma, este poder de contestação auxiliou a maioria dos jovens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei de quem é este pensamento, mas ele reflete uma verdade inconteste. Todos nós durante a juventude, tivemos idéias e atitudes que julgávamos as mais corretas. Pensávamos que poderíamos consertar o mundo, que todos estavam errados e nós éramos os únicos certos. De alguma forma, este poder de contestação auxiliou a maioria dos jovens a formar o seu caráter e personalidade.</p>
<p>Os anos passam e a visão destes jovens – já não mais tão jovens assim – começam a se direcionar para outros fatores e outra realidade, fazendo com que as suas atitudes se tornem menos contestadoras e mais realistas.</p>
<p>De pouco adianta “dar murro em ponta de faca” quando é sabido que sozinho nada se pode fazer.</p>
<p>O poder da força nem sempre é a melhor solução para resolver determinado problema ou situação. Ainda acredito no poder do exemplo e da atitude sensata para sanar alguma injustiça ou situação indesejada.</p>
<p>Entretanto, não devemos cercear a ímpeto de mudanças que os nossos jovens têm dentro de si. Como adultos e responsáveis que somos, devemos sim orienta-los e procurar encaminhá-los para a direção mais certa. Jamais censura-los, pois a história demonstra que certas mudanças só foram conseguidas através de contestação e rebeldia, no bom sentido das palavras.</p>
<p>Portanto, como já passei dos quarenta e não pretendo ficar sem cabeça, continuarei a minha revolução, porém desarmado, procurando transmitir um pouco de calma e tranqüilidade àqueles com quem convivo.</p>
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		<title>Quadro Na Parede</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 21:01:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<category><![CDATA[Contidiano]]></category>

		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava visitando um fornecedor da empresa na qual trabalho, e durante a reunião que participava com algumas pessoas na sala, senti um estrondo bem atrás de mim, assustando a todos nós.
A reação imediata foi nos abaixar e levar as mãos à cabeça num gesto instintivo de proteção. Naquela fração de segundos, muita coisa passou pelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava visitando um fornecedor da empresa na qual trabalho, e durante a reunião que participava com algumas pessoas na sala, senti um estrondo bem atrás de mim, assustando a todos nós.</p>
<p>A reação imediata foi nos abaixar e levar as mãos à cabeça num gesto instintivo de proteção. Naquela fração de segundos, muita coisa passou pelas nossas mentes. Desde a hipótese de uma bala perdida, muito em voga atualmente, até ao reflexo de um possível início do conflito no Oriente Médio, pois, coincidentemente havíamos falado sobre isso.</p>
<p>Rapidamente constatamos tratar-se da queda inesperada de um quadro emoldurado em vidro, que estava pendurado na parede, causando o aludido ruído. Passado o susto, os meus companheiros solicitaram ao pessoal de limpeza, a retirada dos “restos mortais” do quadro, e o que por um momento foi motivo de preocupação, passou a ser considerado como um mote para lembrar de outras histórias semelhantes, tornando a reunião mais descontraída.</p>
<p>Porém, aqui é que entra a parte mais interessante. Enquanto aguardava na sala o momento de ser recepcionado, observei que aquele quadro estava ligeiramente torto e como tenho o hábito (talvez mania) de aprumar todos os quadros que vejo, dei dois sutis toques com os dedos, colocando-o na posição correta. O que não esperava é que somente cinco minutos depois, o quadro viesse a se manifestar daquela maneira, espatifando-se no chão.</p>
<p>Como moral da história, chego a duas conclusões: primeira; nunca mexa nos objetos que não lhe pertençam, nem que seja com a melhor das intenções, e segunda; às vezes um motivo banal como o descrito serve para redigir uma matéria para o nosso Boletim, principalmente na semana que não se encontra inspiração para faze-lo.</p>
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		<title>Portugal e o futebol</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 20:50:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

		<category><![CDATA[Lembranças]]></category>

		<category><![CDATA[Futebol]]></category>

		<category><![CDATA[Portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[É sempre bom tentar passar um pouco de humor através deste espaço, e como bom português que sou, ou melhor legítimo, gostaria de lembrar duas interessantes passagens ocorridas com os laboriosos e inteligentes jogadores de pelota da terra de além-mar.
Os mais saudosistas devem lembrar-se do famoso guarda-redes Costa Pereira, que defendia o Benfica e por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É sempre bom tentar passar um pouco de humor através deste espaço, e como bom português que sou, ou melhor legítimo, gostaria de lembrar duas interessantes passagens ocorridas com os laboriosos e inteligentes jogadores de pelota da terra de além-mar.</p>
<p>Os mais saudosistas devem lembrar-se do famoso guarda-redes Costa Pereira, que defendia o Benfica e por muitas vezes, o arco da seleção portuguesa. Tinha o hábito de jogar com um boné na cabeça. Não testemunhei, mas dizem que durante um jogo acirradamente disputado, o nosso herói havia realizado uma estupenda defesa, fazendo aquela ponte voadora, causando a perda do boné que foi parar dentro do gol. Qual não foi a surpresa dos companheiros e da platéia quando ele, com a pelota nas mãos, dirigiu-se ao fundo do gol para recolher o seu inseparável boné. O árbitro não teve dúvidas e marcou gol para o adversário, o famoso gol do boné.</p>
<p>Outra hilariante passagem de um patrício aconteceu nos idos de 1958 durante amistoso no Morumbi do Benfica contra o São Paulo. È comum tentar invalidar uma jogada de sucesso do adversário com reclamações do juiz sobre a legalidade do lance. Mas neste jogo o guarda-redes português passou dos limites.</p>
<p>O time do Morumbi atacava pela direita, e o arqueiro português ao ver que o centro-avante se posicionava para receber o cruzamento, deslocou-se para o meio da área para interceptar o cruzamento. Ele só não contava com a mudança de direção do ponta-direita, que, em vez de levantar a bola para a cabeçada do centro-avante, invadiu a área, chutou e fez o gol do São Paulo. Inconformado com a improvisação, o goleiro do Benfica não teve dúvidas em gritar para o juiz:</p>
<p>- Não valeu, não valeu! Ele ia cruzar, ele ia cruzar!</p>
<p>É por estas e outras que o futebol continua sendo a alegria do povo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Piloto de supermercado</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 00:58:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<category><![CDATA[Família]]></category>

		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>

		<category><![CDATA[Sorte]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem sonhos realizáveis e outros que alimentam o desejo e a esperança em tornar-se realidade. Para aqueles realizáveis, torna-se grande a satisfação quando vemos que os esforços e a vontade permitiram transformar em realidade alguma ambição ou projeto de vida.
Há, também, aqueles sonhos de difícil realização, mas nem por isso diminuídos em intensidade. Quem não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem sonhos realizáveis e outros que alimentam o desejo e a esperança em tornar-se realidade. Para aqueles realizáveis, torna-se grande a satisfação quando vemos que os esforços e a vontade permitiram transformar em realidade alguma ambição ou projeto de vida.</p>
<p>Há, também, aqueles sonhos de difícil realização, mas nem por isso diminuídos em intensidade. Quem não sonha em ganhar na loteria, acertando na mega-sena? Quem nunca pensou em dirigir uma Ferrari, de preferência nas ruas de Mônaco? No devaneio das nossas ambições, estas são realizações que fazem parte de algo não atingível, mas não é pecado deixá-las armazenadas em nossas mentes.</p>
<p>O mais importante em tudo isso é saber conviver com a realidade dos fatos. Se você não conseguir enriquecer através da loteria, dedique aquela pequena quantia usualmente gasta na “fezinha” semanal, a alguém mais necessitado. Qualquer cruzamento com semáforo é cenário propício para prestar uma boa ação. Muitas vezes, o pouco nosso é muito para quem precisa.</p>
<p>Se você não consegue pilotar uma Ferrari, não se desespere. Existem outras tarefas que mesmo não oferecendo o mesmo prazer, revestem-se de muita importância para a sua família. Ao invés de dedicar os finais de semana a assistir um jogo de futebol, que tal pilotar um carrinho de supermercado? É uma tarefa descontraída e descompromissada, não elevando os índices de adrenalina e tampouco causando o estresse que outra atividade mais maçante poderia causar. Ao contrário de dirigir uma Ferrari, não se gastaria combustível e muito menos causaria poluição ambiental.</p>
<p>Portanto, você tem duas opções: continuar sonhando em ter uma Ferrari, ou sentir-se feliz em poder pilotar o seu carrinho de supermercado.</p>
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		<title>Perdi um Amigo</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 00:18:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Lembranças]]></category>

		<category><![CDATA[Amigos]]></category>

		<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Passamos a nossa existência cultivando muitas amizades e no balanço final percebemos que temos muitos colegas, mas poucos amigos de verdade.
Há cerca de quarenta anos, conheci um jovem adolescente que como eu iniciava os flertes próprios da idade. As idas ao cinema com as namoradas e os bailinhos do início dos anos 60, era o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passamos a nossa existência cultivando muitas amizades e no balanço final percebemos que temos muitos colegas, mas poucos amigos de verdade.</p>
<p>Há cerca de quarenta anos, conheci um jovem adolescente que como eu iniciava os flertes próprios da idade. As idas ao cinema com as namoradas e os bailinhos do início dos anos 60, era o que mais no divertia.</p>
<p>Passados alguns anos, cada um seguiu o seu caminho. Como conseqüência de um relacionamento respeitável, cada um de nós construiu sua trajetória. Por uma dessas coincidências que algum plano pode explicar, no mês de fevereiro de 1980 nasceram Mayra, filha do meu amigo e Vinícius, meu e da Gecilda.</p>
<p>Mais alguns anos se passaram, e desde cedo era notória a afinidade que ambos tinham entre si, e no início da adolescência iniciaram o namoro que persiste até hoje.</p>
<p>Não é preciso dizer da alegria e satisfação que os pais corujas revelaram quando souberam da notícia. Este fato, que já dura nove anos, fortaleceu os laços que unem as duas famílias até hoje.</p>
<p>Sempre que possível nos juntávamos naqueles tradicionais encontros caseiros para saborear aquela picanha sabiamente preparada pelo meu amigo. O nosso último encontro aconteceu na nossa maravilhosa Festa Alemã, oportunidade que nos divertimos muito ao som de uma alegre e contagiante música, saboreando o eisbein com chucrute regado com o delicioso chopp. Além disso, o meu amigo era um exímio contador de casos e sempre nos brindava com eles em qualquer momento que o encontrávamos.</p>
<p>Uma semana depois da nossa festa o meu amigo tratou de nos pregar uma peça. Entendeu que já tinha nos divertido muito e transmitido lições de humildade e de bom caráter. Por isso achou melhor continuar a fazer isso em outros ambientes por nós desconhecidos, e sem dizer nada, nos deixou. Sim, partiu para um plano superior, mas não sem deixar registrado um exemplo de dedicação à família, respeito ao semelhante, e, ironicamente, um grande coração, o mesmo que o tirou do nosso convívio.</p>
<p>Fica a flor plantada por ele e sua esposa. Fica a certeza que a Mayra e o Vinícius saberão seguir seus ensinamentos, perseverando na tarefa de dar seguimento a disseminar apenas o bem que ele sempre apregoou.</p>
<p>Puxa Horácio, por quê você aprontou essa conosco?</p>
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		<title>Bichinho de Pelúcia</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 18:15:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

		<category><![CDATA[Lembranças]]></category>

		<category><![CDATA[Dia das Crianças]]></category>

		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Este episódio é relacionado à passagem que tive na Alemanha, há dez anos atrás, junto com a Gecilda e o meu filho mais novo, Vinícius. Fui a trabalho e por uma questão de conciliação escolar, as minhas duas filhas, Vanessa e Viviane, só foram ao nosso encontro quatro meses depois, por ocasião da conclusão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este episódio é relacionado à passagem que tive na Alemanha, há dez anos atrás, junto com a Gecilda e o meu filho mais novo, Vinícius. Fui a trabalho e por uma questão de conciliação escolar, as minhas duas filhas, Vanessa e Viviane, só foram ao nosso encontro quatro meses depois, por ocasião da conclusão do ano letivo aqui no Brasil.</p>
<p>Quem não é o pai que quer o melhor para os seus filhos? Comigo não é diferente, portanto passamos todo esse período aguardando ansiosamente a chegada delas, pensando o que fazer para melhor recepcioná-las. Como fazia habitualmente nas viagens que realizava, sempre trazia um bichinho de pelúcia para elas e algum brinquedo ou jogo eletrônico para o filho mais novo.</p>
<p>Daí surgiu a idéia de aumentar a coleção de bichinhos, e durante o espaço de tempo que ficamos ausentes delas, fui comprando mais para entregá-los quando lá chegassem.</p>
<p>Porém, com o espírito de turista que tenho, e não era o caso, pois estava lá a trabalho, exagerei um pouco na compra dos ditos cujos, e quando dei conta já tinha adquirido em torno de trinta bichinhos de todos os tipos.</p>
<p>Aí surgiu outro tipo de problema: como entregá-los? Pois não é que encontramos uma solução prática. Como a casa era assobradada e a escada tinha quatorze degraus, resolvemos colocar dois bichinhos em cada degrau, utilizando este espaço para distribuir os vinte e oito exemplares que seriam entregues a elas. Aí foi só esperar o momento da chegada.</p>
<p>Para resumir, quando chegaram em casa e viram aquela quantidade exagerada de bichinhos de pelúcia, pensaram ser algo como uma demonstração ou exposição, mas quando lhes dissemos que eram seus, e que poderiam pegá-los, os do lado esquerdo para uma, e os do lado direito para a outra, foi uma algazarra, misturando-se risos e choros de felicidade por tão grata surpresa.</p>
<p>Hoje, dez anos depois, ambas casadas, levaram alguns consigo, mas a maioria ficou em nossa casa, e aproveito a oportunidade para anunciar que estou fazendo uma liquidação para desocupar espaço. Quem se habilita? Faço um precinho camarada.</p>
<p>Vale lembrar: O que um pai não faz por um filho, e no Dia das Crianças é gratificante lembrar disso.</p>
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