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	<title>Pensando Alto &#187; Pensamentos</title>
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	<description>Compartilhando nossos Pensamentos e Emoções</description>
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		<title>O brinco sob a mesa</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 22:26:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[O bem sucedido homem de negócios, responsável por uma próspera empresa de transportes, tinha a sua vida ocupada por múltiplos afazeres. Viagens constantes marcavam seus compromissos. Apesar das queixas da esposa em dar pouca assistência às coisas do lar, justificava-se pelo fato de não poder abandonar a administração dos negócios, caso contrário perderia o controle [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O bem sucedido homem de negócios, responsável por uma próspera empresa de transportes, tinha a sua vida ocupada por múltiplos afazeres. Viagens constantes marcavam seus compromissos. Apesar das queixas da esposa em dar pouca assistência às coisas do lar, justificava-se pelo fato de não poder abandonar a administração dos negócios, caso contrário perderia o controle das ações.</p>
<p>Mantinha bases em locais estratégicos. Precisava estar próximo aos portos de embarque para certificar-se da eficácia das entregas. Vez ou outra delegava certas tarefas à sua gerente de logística. Por não poder estar em todos os pontos ao mesmo tempo, entendia ser salutar para a empresa manter alguém de confiança conduzindo parte dos negócios.</p>
<p>Depositava irrestrita confiança na sua gerente, o que de certa forma causava um fio de ciúmes à sua esposa, que abnegada por natureza, aceitava as andanças do marido, mas sempre mantinha certa desconfiança na desenvoltura que ambos revelavam quando estavam juntos, tratando ou não dos interesses da empresa.</p>
<p>O marido ciente do sentimento da esposa fazia de tudo para não deixar transparecer qualquer indício de intimidade entre os dois, embora certas evidências atestassem tal procedimento. Para eliminar qualquer dúvida, convidou a esposa a passar em seu escritório, pois precisava de ajuda para decorar o ambiente. Acreditava que delegando a ela tal responsabilidade, a estaria valorizando e, ao mesmo tempo, amenizando aquele outro sentimento dela com respeito à suposta rival.</p>
<p>Antes da esposa chegar, o nosso herói chamou a gerente à sua sala para prepará-la para a visita. Chamou a atenção dos demais funcionários o tempo que ambos ficaram à portas fechadas. Terminada a reunião extraordinária chega a esposa, sendo recebida gentil e carinhosamente pela principal assistente de seu marido. Provavelmente, para demonstrarem não haver nada de excepcional entre eles além do relacionamento profissional, os dois haviam combinado de permanecer no escritório e junto com a esposa iniciarem as tratativas para modernizar o ambiente do escritório.</p>
<p>Enquanto conversavam, e quase sem querer, a esposa viu sob a mesa aos pés do marido, um brinco caído ao chão. Ato contínuo agachou-se e recolheu a jóia. Examinou-a e enalteceu a beleza da peça. Era um pequeno coração cortado pela flecha do cupido com pequenos detalhes em brilhantes. Antes de falar qualquer coisa, percebeu um silêncio enigmático dentro da sala e ao mirar seu marido e a executiva, notou que ambos repentinamente passaram de um tom normal de seus rostos para aquele rubor natural de quem se surpreende por algo inesperado.</p>
<p>Após alguns segundos de silêncio total, e sem fazer qualquer pergunta, dirigiu sua mão ao pescoço da outra e constatou aquilo que desconfiava. Faltava um brinco eu uma das suas orelhas.</p>
<p>Imaginem o que se sucedeu após a descoberta. Como explicar o fato do brinco estar debaixo da mesa? Como chegou até lá? Como justificar que o brinco caiu da orelha, justo daquela de quem desconfiava?</p>
<p>Surgiu então a imaginação fértil e aquele sentido que só as mulheres têm. Imediatamente, a executiva tomou a palavra e com muita segurança disse à esposa do chefe que, sabendo da vinda dela ao escritório tomou a iniciativa de proceder a uma limpeza na sala, porque apesar da constante insistência, ele nunca se preocupou em manter o local limpo. E justamente no local onde ele descansava os pés, havia uma mancha, e apenas debruçando-se ela foi capaz de limpá-la com o auxílio de uma escova. Nesse momento, não notou que o seu brinco havia caído no chão.</p>
<p>Convencida ou não, a esposa passou a freqüentar mais o escritório do marido, e ela mesma encarrega-se de efetuar a limpeza mais ingrata. Quanto à gerente de logística, consta que após o episódio, deixou de usar brincos.</p>
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		<title>Aroma das rosas</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 20:46:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Pode-se afirmar que o olfato é um sentido que proporciona regressão no tempo fazendo nos lembrar de cenas e momentos inesquecíveis. Por mais longo o período que se passou determinado acontecimento, é imediata a sua lembrança se associarmos o aroma que predominava naquele instante. O perfume tem essa propriedade.
Eduardo é um eterno apaixonado. Desde a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode-se afirmar que o olfato é um sentido que proporciona regressão no tempo fazendo nos lembrar de cenas e momentos inesquecíveis. Por mais longo o período que se passou determinado acontecimento, é imediata a sua lembrança se associarmos o aroma que predominava naquele instante. O perfume tem essa propriedade.</p>
<p>Eduardo é um eterno apaixonado. Desde a adolescência revelava inocência e pureza no trato com as pessoas, principalmente com as do sexo oposto. Não era namorador, mas apaixonava-se facilmente. Podia-se dizer que era o genro que muitas sogras gostariam de ter. Estudioso, de boa família e educado era o menino modelo entre os garotos de sua geração.</p>
<p>Talvez por ser tão correto, não conseguia relacionar-se por muito tempo com as namoradas, até que encontrou a sua alma gêmea. Raquel era uma jovem no início da adolescência, com muita alegria de viver, descontraída e de boa família, como Eduardo. Tinha uma peculiaridade que atraía Eduardo. Adorava perfumar-se. Nunca saia de casa sem antes passar uma colônia cuidadosamente escolhida para o ambiente que iria freqüentar. Sabia cativar as pessoas pela sua própria desinibição e tinha consciência que o que mais agradava Eduardo era o seu aroma de rosas, como ele costumava dizer.</p>
<p>Ela era tão charmosa e chamava tanto a atenção que começou a preocupar Eduardo. Nas festas que freqüentavam, naturalmente era a jovem mais apontada por todos os presentes. Isso deixava Eduardo enciumado, mas sua paixão por ela era tamanha que preferia enfrentar o dissabor de ser ignorado por seus colegas do que perder a sua grande paixão.</p>
<p>Para tudo há um limite. Com o passar do tempo a situação começou a ficar insustentável. As atenções dela não estavam apenas se dirigindo ao namorado. Os seus olhares começaram a mirar outros alvos e aos poucos a paixão pelo namorado também começou a esfriar. O mesmo não ocorria com Eduardo, que mesmo sabendo do comportamento da amada, não admitia perdê-la para outro pretendente. Não conseguia imaginar ficar longe do aroma de rosas que inebriava aquela união.</p>
<p>Infelizmente, após dois anos de romance aquele relacionamento teve fim.  Ambos seguiram seus destinos, pois eram jovens e novas oportunidades de relacionamento certamente apareceriam.</p>
<p>Não se sabe o que aconteceu com Raquel, embora se possa imaginar que continuou cativando os seus amores com o inefável aroma das rosas.</p>
<p>E quanto ao nosso amigo Eduardo, qual seria o seu destino? Já se passaram dez anos daquela paixão tórrida e ele jamais conseguiu encontrar-se com alguém para dividir o seu coração. Toda vez que tentava, vinha à sua mente aquele aroma inconfundível e ele lamentava não o sentir mais com as poucas namoradas que estiveram em seus braços. Hoje vive feliz à sua maneira. É proprietário de uma grande rede de cosméticos e perfumarias e a sua especialidade é orientar seus clientes quanto aos melhores aromas e essências disponíveis no mercado, e realiza-se quando convence alguém que o perfume com aroma de rosas é o que mais representa o amor, a paixão e os felizes momentos do passado.</p>
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		<title>Quem aos vinte anos não é revolucionário, não tem coração; quem aos quarenta anos continua revolucionário, não tem cabeça</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Feb 2009 15:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[revolução]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei de quem é este pensamento, mas ele reflete uma verdade inconteste. Todos nós durante a juventude, tivemos idéias e atitudes que julgávamos as mais corretas. Pensávamos que poderíamos consertar o mundo, que todos estavam errados e nós éramos os únicos certos. De alguma forma, este poder de contestação auxiliou a maioria dos jovens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei de quem é este pensamento, mas ele reflete uma verdade inconteste. Todos nós durante a juventude, tivemos idéias e atitudes que julgávamos as mais corretas. Pensávamos que poderíamos consertar o mundo, que todos estavam errados e nós éramos os únicos certos. De alguma forma, este poder de contestação auxiliou a maioria dos jovens a formar o seu caráter e personalidade.</p>
<p>Os anos passam e a visão destes jovens – já não mais tão jovens assim – começam a se direcionar para outros fatores e outra realidade, fazendo com que as suas atitudes se tornem menos contestadoras e mais realistas.</p>
<p>De pouco adianta “dar murro em ponta de faca” quando é sabido que sozinho nada se pode fazer.</p>
<p>O poder da força nem sempre é a melhor solução para resolver determinado problema ou situação. Ainda acredito no poder do exemplo e da atitude sensata para sanar alguma injustiça ou situação indesejada.</p>
<p>Entretanto, não devemos cercear a ímpeto de mudanças que os nossos jovens têm dentro de si. Como adultos e responsáveis que somos, devemos sim orienta-los e procurar encaminhá-los para a direção mais certa. Jamais censura-los, pois a história demonstra que certas mudanças só foram conseguidas através de contestação e rebeldia, no bom sentido das palavras.</p>
<p>Portanto, como já passei dos quarenta e não pretendo ficar sem cabeça, continuarei a minha revolução, porém desarmado, procurando transmitir um pouco de calma e tranqüilidade àqueles com quem convivo.</p>
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		<title>Quadro Na Parede</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 21:01:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Contidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava visitando um fornecedor da empresa na qual trabalho, e durante a reunião que participava com algumas pessoas na sala, senti um estrondo bem atrás de mim, assustando a todos nós.
A reação imediata foi nos abaixar e levar as mãos à cabeça num gesto instintivo de proteção. Naquela fração de segundos, muita coisa passou pelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava visitando um fornecedor da empresa na qual trabalho, e durante a reunião que participava com algumas pessoas na sala, senti um estrondo bem atrás de mim, assustando a todos nós.</p>
<p>A reação imediata foi nos abaixar e levar as mãos à cabeça num gesto instintivo de proteção. Naquela fração de segundos, muita coisa passou pelas nossas mentes. Desde a hipótese de uma bala perdida, muito em voga atualmente, até ao reflexo de um possível início do conflito no Oriente Médio, pois, coincidentemente havíamos falado sobre isso.</p>
<p>Rapidamente constatamos tratar-se da queda inesperada de um quadro emoldurado em vidro, que estava pendurado na parede, causando o aludido ruído. Passado o susto, os meus companheiros solicitaram ao pessoal de limpeza, a retirada dos “restos mortais” do quadro, e o que por um momento foi motivo de preocupação, passou a ser considerado como um mote para lembrar de outras histórias semelhantes, tornando a reunião mais descontraída.</p>
<p>Porém, aqui é que entra a parte mais interessante. Enquanto aguardava na sala o momento de ser recepcionado, observei que aquele quadro estava ligeiramente torto e como tenho o hábito (talvez mania) de aprumar todos os quadros que vejo, dei dois sutis toques com os dedos, colocando-o na posição correta. O que não esperava é que somente cinco minutos depois, o quadro viesse a se manifestar daquela maneira, espatifando-se no chão.</p>
<p>Como moral da história, chego a duas conclusões: primeira; nunca mexa nos objetos que não lhe pertençam, nem que seja com a melhor das intenções, e segunda; às vezes um motivo banal como o descrito serve para redigir uma matéria para o nosso Boletim, principalmente na semana que não se encontra inspiração para faze-lo.</p>
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		<title>Piloto de supermercado</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 00:58:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Sorte]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem sonhos realizáveis e outros que alimentam o desejo e a esperança em tornar-se realidade. Para aqueles realizáveis, torna-se grande a satisfação quando vemos que os esforços e a vontade permitiram transformar em realidade alguma ambição ou projeto de vida.
Há, também, aqueles sonhos de difícil realização, mas nem por isso diminuídos em intensidade. Quem não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem sonhos realizáveis e outros que alimentam o desejo e a esperança em tornar-se realidade. Para aqueles realizáveis, torna-se grande a satisfação quando vemos que os esforços e a vontade permitiram transformar em realidade alguma ambição ou projeto de vida.</p>
<p>Há, também, aqueles sonhos de difícil realização, mas nem por isso diminuídos em intensidade. Quem não sonha em ganhar na loteria, acertando na mega-sena? Quem nunca pensou em dirigir uma Ferrari, de preferência nas ruas de Mônaco? No devaneio das nossas ambições, estas são realizações que fazem parte de algo não atingível, mas não é pecado deixá-las armazenadas em nossas mentes.</p>
<p>O mais importante em tudo isso é saber conviver com a realidade dos fatos. Se você não conseguir enriquecer através da loteria, dedique aquela pequena quantia usualmente gasta na “fezinha” semanal, a alguém mais necessitado. Qualquer cruzamento com semáforo é cenário propício para prestar uma boa ação. Muitas vezes, o pouco nosso é muito para quem precisa.</p>
<p>Se você não consegue pilotar uma Ferrari, não se desespere. Existem outras tarefas que mesmo não oferecendo o mesmo prazer, revestem-se de muita importância para a sua família. Ao invés de dedicar os finais de semana a assistir um jogo de futebol, que tal pilotar um carrinho de supermercado? É uma tarefa descontraída e descompromissada, não elevando os índices de adrenalina e tampouco causando o estresse que outra atividade mais maçante poderia causar. Ao contrário de dirigir uma Ferrari, não se gastaria combustível e muito menos causaria poluição ambiental.</p>
<p>Portanto, você tem duas opções: continuar sonhando em ter uma Ferrari, ou sentir-se feliz em poder pilotar o seu carrinho de supermercado.</p>
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		<title>Você já viu o Papa?</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 16:38:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Papa]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[É claro que a resposta é 	sim. Duvido que alguém ainda não tenha visto o Papa 	João Paulo II, pois é uma celebridade mundial e todos 	de alguma maneira já o viram. Porém refiro-me a tê-lo 	visto pessoalmente. Talvez sobre este aspecto, o mesmo sim seja dado 	por um número diminuto de pessoas.
Sempre tive uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É claro que a resposta é 	sim. Duvido que alguém ainda não tenha visto o Papa 	João Paulo II, pois é uma celebridade mundial e todos 	de alguma maneira já o viram. Porém refiro-me a tê-lo 	visto pessoalmente. Talvez sobre este aspecto, o mesmo sim seja dado 	por um número diminuto de pessoas.</p>
<p>Sempre tive uma admiração 	e respeito por aquele que é responsável pelos destinos 	da Igreja, e que na Terra é o representante máximo do 	cristianismo. Calma, esta mensagem não tem nada de querer 	converter ninguém, pois temos de respeitar as opções 	religiosas dos nossos semelhantes. Entretanto, não poderia 	deixar de registrar a minha admiração por um ser que é 	humano como nós, mas que recebeu a missão de olhar e 	proteger os cristãos no mundo inteiro.</p>
<p>Foi por isso que em junho de 1980, 	saí de casa de madrugada e utilizando os meios de transporte 	especialmente preparados para o evento, cheguei ao Campo de Marte. 	Aqui já se notava algo de diferente. Apesar da multidão 	que seguia para o mesmo destino, não se viu sequer um 	empurrão ou alguém querendo furar a fila, o que é 	muito comum na ida a um jogo de futebol, por exemplo.</p>
<p>Apesar da demora na chegada do santo 	Padre ao local, percebia-se certa resignação dos 	presentes, que se transformou em alegria e respeito quando ele 	apareceu dentro do Papa-Móvel. Apesar da distância e da 	dificuldade em vê-lo mais de perto, foi certamente um dos 	momentos mais emocionantes e marcantes para os que lá se 	encontravam.</p>
<p>Este momento de emoção 	só não foi maior do que aquele, dezoito anos depois, 	quando por ocasião de uma viagem à Europa, tive a 	felicidade de mais uma vez, estar bem perto dele, na Praça 	São Pedro, no Vaticano.</p>
<p>Para uma pessoa que assumiu a sua 	missão aos 58 anos e que já fez aproximadamente 100 	viagens ao redor do mundo pregando a paz, sentia-me pequeno por ser 	um entre os quase 17 milhões de peregrinos que o visitaram em 	Roma e por ter tido o privilégio de vê-lo pela segunda 	vez.</p>
<p>João Paulo 	II tem hoje uma saúde debilitada, mas nem por isso deixa de 	se manifestar e receber os fiéis para as habituais bênçãos. 	Independentemente da religião e dos credos que possamos ter e 	acreditar, uma coisa é certa: homens como este merecem ser 	reverenciados.</p>
<address> <strong>Nota: </strong>Em 2 de abril de 2005 o Papa João Paulo II voltou para a casa 	do Pai, depois de passar a vida transmitindo exemplos de 	determinação, solidariedade, confiança e paz. O 	mundo perdeu um líder e a humanidade reconhecerá para 	sempre a sabedoria de seus ensinamentos.</address>
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		<title>Um delicioso pão doce</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 23:49:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Rotary]]></category>

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		<description><![CDATA[Já ocupei este espaço para transmitir a boa ação que a AFRSAN executa com relação à confecção de fraldas. Volto ao tema para tentar passar o quanto é importante este ato de doação das senhoras da associação.
Por uma daquelas coincidências que o destino nos reserva, convivemos com uma pessoa muito próxima à nossa família que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font-style: normal;" align="justify">Já ocupei este espaço para transmitir a boa ação que a AFRSAN executa com relação à confecção de fraldas. Volto ao tema para tentar passar o quanto é importante este ato de doação das senhoras da associação.</p>
<p class="western" style="font-style: normal;" align="justify">Por uma daquelas coincidências que o destino nos reserva, convivemos com uma pessoa muito próxima à nossa família que necessita deste tipo de apoio, para compartilhar de uma vida mais normal possível. Regularmente, abastecemos esta nossa amiga com uma quantidade de fraldas adequada às suas necessidades, e recentemente também oferecemos uma cadeira de rodas através do programa que o Rotary mantém com uma entidade norte-americana.</p>
<p class="western" style="font-style: normal;" align="justify">Os pais desta moça, e ela própria, estão agradecidos e comovidos com a generosidade que o Rotary e a AFRSAN têm demonstrado.</p>
<p class="western" style="font-style: normal;">Porém o que mais importa destacar, e este é o motivo desta mensagem, é a forma que a família demonstra para agradecer esta ajuda. Com humildade e por possuírem um coração bondoso,  sempre que possível praticam   ações  que,   da mesma  forma, comovem aqueles que os ajudam. Regularmente, o pai da nossa amiga, nos presenteia com um delicioso pão-doce, especialmente feito por ele, como forma de reconhecer e agradecer a valiosa ajuda que estamos praticando. Mas o mais importante ainda, é ver nos olhos dele um brilho de alegria e felicidade por estar retribuindo a doação recebida. À sua maneira, consegue sentir-se realizado e feliz, mas afirmo com certeza que a nossa felicidade em poder estar ajudando esta família, é igual ou talvez maior.</p>
<p style="font-style: normal;">É por isso que nos sentimos incentivados a continuar realizando ações de auxílio ao próximo, e a campanha de confecção de fraldas que a AFRSAN realiza, reveste-se de uma importância vital para manter o bem estar e um mínimo conforto àqueles necessitados.</p>
<p class="western" style="font-style: normal;" align="left">A propósito, por não ter espírito egoísta, na próxima vez que receber o tão delicioso pão-doce, faço questão de reparti-lo com vocês.</p>
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		<title>Questão de Opinião</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 01:37:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[“Não concordo com uma só palavra que dizes, mas defenderei até a morte o direito que tens em dizê-las”.
Não recordo o autor deste pensamento, o que não importa muito, pois o mais importante é a mensagem que ele transmite. A nossa existência é marcada por eventos e acontecimentos que, via de regra, exigem a manifestação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Não concordo com uma só palavra que dizes, mas defenderei até a morte o direito que tens em dizê-las”.</p>
<p>Não recordo o autor deste pensamento, o que não importa muito, pois o mais importante é a mensagem que ele transmite. A nossa existência é marcada por eventos e acontecimentos que, via de regra, exigem a manifestação da nossa opinião. Em muitos desses momentos, o nosso pensamento não é necessariamente o mesmo do nosso semelhante. Entretanto isto não impede que, sempre que tivermos consciência e certeza das nossas posições, devemos nos pronunciar, independente de não estarmos agradando a maioria.</p>
<p>A omissão ou a concordância por pura conveniência, são atitudes reveladoras de fraqueza. Demonstram falta de capacidade em exercitar o nosso intelecto, e conseqüentemente, perda da oportunidade de se manifestar no momento apropriado, pois uma idéia ou postura não externada na hora certa, perderá toda e qualquer importância se tardiamente colocada.</p>
<p>O escritor Nelson Rodrigues já dizia: “A unanimidade é burra”. Realmente, se todos tivessem a mesma opinião sobre tudo, inibiria o desenvolvimento de novas propostas e o sentido da vida deixaria de existir.</p>
<p>O progresso caminha a passos largos. As inovações tecnológicas acontecem numa velocidade espantosa. A era da informática veio para ficar e nos facilita sobremaneira no acompanhamento das atividades do cotidiano. Entretanto, não podemos desprezar ou deixar de considerar as opiniões daquelas pessoas que, por terem um passado pautado por outra realidade, podem parecer alheias ao progresso, ou eventualmente não demonstrarem compatibilidade com os atuais usos e costumes, porém possuem larga experiência de vida.</p>
<p>Em alguns momentos, vale muito mais a experiência adquirida na escola da vida, do que a parede repleta de diplomas. Portanto, vamos externar as nossas opiniões e pensamentos sempre que necessário, sem todavia deixar de ouvir e respeitar a voz da sabedoria dos que já viveram e contribuíram intensamente.</p>
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		<title>Meu Primeiro Emprego</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 00:24:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>

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		<description><![CDATA[Era o ano de 1960 e estava no começo 	da minha adolescência. Estudava em colégio pago, como 	se dizia na época, pois naquele tempo era muito difícil 	cursar o ginásio do Estado. Por isso guardo boas lembranças 	do Ginásio Santo André do Professor Lazzarini.
Como tinha que ajudar meus pais a 	pagar o estudo, fui à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era o ano de 1960 e estava no começo 	da minha adolescência. Estudava em colégio pago, como 	se dizia na época, pois naquele tempo era muito difícil 	cursar o ginásio do Estado. Por isso guardo boas lembranças 	do Ginásio Santo André do Professor Lazzarini.</p>
<p>Como tinha que ajudar meus pais a 	pagar o estudo, fui à procura de emprego. Mas o que um 	pirralho de treze anos poderia fazer? Experiência: nenhuma. 	Vontade: muita. Fui à luta e com a ajuda de um amigo consegui 	um emprego como atendente/recepcionista num escritório de 	advocacia.</p>
<p>Gostaria de destacar quão 	importante foi este meu primeiro emprego. Também gostaria de 	registrar o respeito que tive e ainda tenho, apesar de não 	mais ter contato com esse advogado e meu primeiro chefe, Dr. Luiz 	Fernando Granzieira da Silva, que ainda milita nos meios jurídicos.</p>
<p>Foi uma fase de despertar para um 	mundo diferente, onde a criança passa a deixar os seus 	brinquedos e começa a sonhar com um futuro cheio de 	realizações.</p>
<p>Lembro-me bem. Ia para o trabalho de 	ônibus que passava pela Oliveira Lima e parava no Largo da 	Estátua.</p>
<p>Os tempos eram outros e as atitudes, 	também. O primeiro salário que recebi, entreguei-o à 	minha mãe dentro de um envelope que eu mesmo preparei. Era 	uma satisfação indescritível poder contribuir 	com os gastos de casa. Em retribuição pelo meu 	esforço, a minha mãe fez questão de me comprar 	um par de abotoaduras, que ainda guardo, não só  como  	lembrança, mas principalmente por ter marcado um dos momentos 	mais sublimes da minha vida.</p>
<p>Quando completei quatorze anos, 	deixei esse emprego, e segui outros caminhos sempre com o firme 	propósito de alcançar um futuro melhor, porém 	sem nunca esquecer o início de tudo que foi a chance que o 	Dr. Luiz Fernando me ofereceu, para quem rendo a minha homenagem e o 	mais profundo agradecimento.</p>
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		<title>Saudades da minha bicicleta</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 16:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lembranças]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Nosso País]]></category>

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		<description><![CDATA[O assunto do momento é a recente aquisição do avião presidencial. Para atender as deslocações freqüentes do nosso presidente, tornou-se necessário providenciar um meio de transporte que fique constantemente à disposição do governo federal. Não pense o prezado companheiro que também vou expressar minha opinião sobre o assunto. Vamos deixar a avaliação do tema para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O assunto do momento é a recente aquisição do avião presidencial. Para atender as deslocações freqüentes do nosso presidente, tornou-se necessário providenciar um meio de transporte que fique constantemente à disposição do governo federal. Não pense o prezado companheiro que também vou expressar minha opinião sobre o assunto. Vamos deixar a avaliação do tema para os esclarecidos cronistas e formadores de opinião que ultimamente têm se manifestado através da imprensa falada e escrita.</p>
<p>Prefiro falar de um meio de transporte mais econômico e tão em desuso atualmente: a bicicleta.</p>
<p>Quem de nós na infância, ou mesmo agora, não teve ou tem uma bicicleta? Já tive muitas, mas a confusão do trânsito e a falta de “estacionamentos” próprios, nos impede de aderir ao saudável vício de pedalar.</p>
<p>Não é saudosismo, mas puro prazer em relembrar. Ainda menino ia para a escola pilotando a chamada “magrela”. Da minha casa até o Ginásio Santo André, não gastava mais que cinco minutos. Sentia-me privilegiado e importante por ser um dos poucos detentores de tão poderoso meio de transporte.</p>
<p>O tempo passa e os novos modismos chegam. Hoje, andar de bicicleta é até uma necessidade. Faz bem à saúde, mas infelizmente andar em meio a veículos motorizados, além de ser perigoso nos obriga a inalar gás carbônico exalado dos carros em movimento.</p>
<p>Quem gosta do esporte ciclístico tem que se contentar em pedalar a famosa bicicleta ergométrica, aquela “que não sai do lugar”, freqüentando a sala de ginástica de seu apartamento ou alguma academia.</p>
<p>Portanto, deixemos de lado o avião do presidente e vamos nos preocupar em manter a saúde em dia, com ou sem o uso da bicicleta.</p>
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