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	<title>Pensando Alto &#187; Histórias</title>
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	<description>Compartilhando nossos Pensamentos e Emoções</description>
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		<title>Roubaram meu estilingue</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 15:11:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Lembranças]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>

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		<description><![CDATA[As diferenças lingüísticas regionais obrigam-me a dizer que temos algumas denominações para o estilingue.  Pode ser, também, chamado de funda, atiradeira, bodoque, etc. No meu tempo de moleque era estilingue, mesmo.
Como qualquer menino que adorava viver na rua, apesar dos protestos da mãe, era daqueles que, inocentemente, gostava de usar o estilingue para realizar algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As diferenças lingüísticas regionais obrigam-me a dizer que temos algumas denominações para o estilingue.  Pode ser, também, chamado de funda, atiradeira, bodoque, etc. No meu tempo de moleque era estilingue, mesmo.</p>
<p>Como qualquer menino que adorava viver na rua, apesar dos protestos da mãe, era daqueles que, inocentemente, gostava de usar o estilingue para realizar algumas traquinices próprias de crianças levadas. Já lá se vão mais de cinqüenta anos. Era o início da iluminação pública e a rua onde morava recebeu este tão esperado benefício. Quanta alegria. Poderíamos passar mais tempo vagando na rua, pois passaria a proporcionar maiores oportunidades de lá permanecermos até durante a noite. Convém lembrar que naquela época ainda não havia o perigo comum de hoje em perambular pelas ruas, alamedas e vielas da vila.</p>
<p>Como toda a novidade, aguçava a curiosidade daqueles, que como eu, buscava novas emoções em tudo que surgia de novo. As lâmpadas eram emolduradas por um tipo de prato superior que auxiliava no reflexo da luz.   Era algo moderno para a época, mas despertava certa curiosidade para a molecada. Pouco a pouco, percebemos que aquele avanço da modernidade em oferecer aos munícipes um pouco mais de conforto, passou a ser um alvo desejado para os nossos estilingues.</p>
<p>Uma semana após terem sido instaladas as luminárias, pelo menos metade delas já se apresentavam sem as devidas lâmpadas, mesclando a rua com pontos escuros com a  falta de iluminação em determinados pontos. Como ocorreu isto? Ora, pela mira precisa de alguns companheiros que utilizando pedras ou frutos de mamona com um estilingue feito à mão (quem não se lembra?) destruíram aquilo que devia ser preservado. Mas convenhamos, como era gostoso&#8230;</p>
<p>Como sempre acontece quando uma má ação é realizada, fomos descobertos. Foi o pai de um dos meninos da turma. Após uma descompostura, aliás, merecida, fomos obrigados a entregar-lhe todas as nossas perigosas armas. Além disso, fomos obrigados a realizar boas ações para compensar tais atos de vandalismo.</p>
<p>Firmamos o compromisso de não mais agirmos daquela maneira, quebrando lâmpadas causando o desconforto para os moradores da rua. Em contrapartida, o tal pai do nosso coleguinha comprometeu-se a nos restituir os tão queridos estilingues após cumprirmos a promessa. O castigo durou uma semana, período em que parecíamos querubins acompanhando a mais religiosa das procissões.</p>
<p>Passado o período de castigo, tivemos de volta as nossas “perigosas” armas.  Contentamos respeitosamente o pai até então enfurecido, prometendo-lhe jamais atentar contra o patrimônio que tanto nos beneficiava.</p>
<p>De posse dos estilingues, nos reunimos (sim, já tínhamos poder organizado), e decidimos nunca mais quebrar aquelas lâmpadas que permaneciam ao nosso alcance. Entretanto, notamos que, cada vez com maior freqüência, os passarinhos se acomodavam nos fios que transmitiam energia para manter as lâmpadas em funcionamento. Como todos nós nos gabávamos por termos boa pontaria, por que não derivar as nossas habilidades para combater o excesso de excrementos que os pássaros poderiam causar na via pública.</p>
<p>E assim fizemos&#8230; os estilingues funcionando a todo vapor, os pássaros sumiram como num passe de mágica, a rua permaneceu limpa, as lâmpadas intactas, e o pai do nosso amigo feliz para sempre.</p>
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		<title>O casamento de Severino e Lucineide</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 19:29:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Casamento]]></category>

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		<description><![CDATA[O humilde casal era migrante e morava na cidade grande. Desde criança nutriam admiração um pelo outro e devido às dificuldades e limitações em conseguir um padrão de vida melhor onde nasceram, mudaram-se para a grande metrópole, indo ambos trabalhar em serviços braçais.
Ele é um daqueles que contribuem para o crescimento vertical da nossa cidade, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O humilde casal era migrante e morava na cidade grande. Desde criança nutriam admiração um pelo outro e devido às dificuldades e limitações em conseguir um padrão de vida melhor onde nasceram, mudaram-se para a grande metrópole, indo ambos trabalhar em serviços braçais.</p>
<p>Ele é um daqueles que contribuem para o crescimento vertical da nossa cidade, recebendo o seu sustento através do serviço prestado no ramo de construção civil. Entenda-se como construção civil, aquele que pega firme na preparação da massa e assentamento de tijolos, o popularmente chamado servente de pedreiro.</p>
<p>Ela ajuda no sustento do lar com renda extra recebida como secretária do lar, nome chique para identificar as empregadas domésticas.</p>
<p>Como a maioria dos casais que chegam na grande cidade a procura de oportunidades de trabalho, Severino e Lucineide trouxeram a tiracolo uma filhinha de dois anos de idade. Não eram casados de papel passado, mas viviam em harmonia e davam duro para manter a família em condições mínimas de sobrevivência.</p>
<p>Com o passar do tempo resolveram oficializar a união através de matrimônio. Um desejo antigo e que certamente iria torná-los mais felizes.</p>
<p>Como não tinham recursos procuraram uma maneira criativa para gastar o menos possível com a celebração e comemoração do casamento. Primeiro convidaram o padre de uma paróquia da periferia sempre envolvido e comprometido com as pessoas carentes, para celebrar o casamento. Aceitou prontamente realizar a cerimônia sem ônus para o casal. Havia, também, no bairro onde moravam, a mercearia do seu Raimundo, conterrâneo e amigo, que ao saber da intenção deles, ofereceu duas caixas de carne de sol, uma caixa de macaxeira, duas garrafas de catuaba e se ofereceu para preparar caldo de mocotó e sarapatel.</p>
<p>Estava quase preparada a festa. Faltava bebida para refrescar os convidados.   Mas isso não era problema, pois quando ficou sabendo, o seu Nonato da vendinha comprometeu-se a doar duas caixas de tubaina e um caixinha de pacotes de Quisuco.</p>
<p>Mas onde realizar a festa? Faltava resolver esta pendência. Faltava! Como em todo bairro há sempre um ponto de atração, no deles também havia. Freqüentavam de vez em quando, pois não podiam esbanjar dinheiro à toa, o Bingo Estrela do Norte. Pela amizade conquistada dos donos do bingo, estes ofereceram o espaço para a festa além de realizarem uma rodada de bingo com renda em favor do casal. Apesar do espaço não ser muito grande, tiveram a idéia de fazer um &#8220;puxadinho&#8221; com aquela lona preta usualmente utilizada para isolar ambientes e manter privacidade.</p>
<p>Estava montado o esquema. Só faltava emitir os convites, mas teria um custo.    Não foi preciso, pois como eram muito conhecidos no bairro, se encarregaram de fazer o convite verbalmente. Ah! E a roupa? O responsável pela construção onde Severino trabalhava e a patroa da Lucineide, espontaneamente separaram aquelas roupas pouco usadas e ofereceram a eles para serem vestidas para a cerimônia.</p>
<p>Chegou o dia do casamento. Ao contrário das badaladas cerimônias das celebridades, a festa de casamento de Severino e Lucineide transcorreu de maneira alegre e descontraída, não havendo problemas em controlar a presença de convidados e tampouco, pedindo a algum presente mais inconveniente a sair do recinto. E o ponto alto da cerimônia foi a presença da filhinha Mariana como daminha de honra. Com muita alegria ela levou as alianças até o altar para o padre abençoar aquela união tão esperada.</p>
<p>Para encerrar com chave de ouro e para a surpresa do casal recém casado, os amigos de Severino que trabalhavam com ele na construção possuíam comprovados dotes artísticos, e improvisaram um conjunto musical. E ao som da sanfona, zabumba, pandeiro e triângulo, animaram a festa até as tantas da madrugada.</p>
<p>Guardadas as devidas proporções, não há limite para se alcançar a felicidade.   Ricos e pobres podem usufruir bons momentos, mas uma certeza fica no ar: quando a felicidade vem ao encontro de pessoas sofridas, amarguradas pelas vicissitudes e pegas pelas armadilhas da vida, tem muito mais valor e aumenta a grandeza do coração dessas pessoas, transbordando alegria para aqueles com elas convivem.</p>
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		<title>Quadro Na Parede</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 21:01:12 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava visitando um fornecedor da empresa na qual trabalho, e durante a reunião que participava com algumas pessoas na sala, senti um estrondo bem atrás de mim, assustando a todos nós.
A reação imediata foi nos abaixar e levar as mãos à cabeça num gesto instintivo de proteção. Naquela fração de segundos, muita coisa passou pelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava visitando um fornecedor da empresa na qual trabalho, e durante a reunião que participava com algumas pessoas na sala, senti um estrondo bem atrás de mim, assustando a todos nós.</p>
<p>A reação imediata foi nos abaixar e levar as mãos à cabeça num gesto instintivo de proteção. Naquela fração de segundos, muita coisa passou pelas nossas mentes. Desde a hipótese de uma bala perdida, muito em voga atualmente, até ao reflexo de um possível início do conflito no Oriente Médio, pois, coincidentemente havíamos falado sobre isso.</p>
<p>Rapidamente constatamos tratar-se da queda inesperada de um quadro emoldurado em vidro, que estava pendurado na parede, causando o aludido ruído. Passado o susto, os meus companheiros solicitaram ao pessoal de limpeza, a retirada dos “restos mortais” do quadro, e o que por um momento foi motivo de preocupação, passou a ser considerado como um mote para lembrar de outras histórias semelhantes, tornando a reunião mais descontraída.</p>
<p>Porém, aqui é que entra a parte mais interessante. Enquanto aguardava na sala o momento de ser recepcionado, observei que aquele quadro estava ligeiramente torto e como tenho o hábito (talvez mania) de aprumar todos os quadros que vejo, dei dois sutis toques com os dedos, colocando-o na posição correta. O que não esperava é que somente cinco minutos depois, o quadro viesse a se manifestar daquela maneira, espatifando-se no chão.</p>
<p>Como moral da história, chego a duas conclusões: primeira; nunca mexa nos objetos que não lhe pertençam, nem que seja com a melhor das intenções, e segunda; às vezes um motivo banal como o descrito serve para redigir uma matéria para o nosso Boletim, principalmente na semana que não se encontra inspiração para faze-lo.</p>
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		<title>Portugal e o futebol</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 20:50:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É sempre bom tentar passar um pouco de humor através deste espaço, e como bom português que sou, ou melhor legítimo, gostaria de lembrar duas interessantes passagens ocorridas com os laboriosos e inteligentes jogadores de pelota da terra de além-mar.
Os mais saudosistas devem lembrar-se do famoso guarda-redes Costa Pereira, que defendia o Benfica e por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É sempre bom tentar passar um pouco de humor através deste espaço, e como bom português que sou, ou melhor legítimo, gostaria de lembrar duas interessantes passagens ocorridas com os laboriosos e inteligentes jogadores de pelota da terra de além-mar.</p>
<p>Os mais saudosistas devem lembrar-se do famoso guarda-redes Costa Pereira, que defendia o Benfica e por muitas vezes, o arco da seleção portuguesa. Tinha o hábito de jogar com um boné na cabeça. Não testemunhei, mas dizem que durante um jogo acirradamente disputado, o nosso herói havia realizado uma estupenda defesa, fazendo aquela ponte voadora, causando a perda do boné que foi parar dentro do gol. Qual não foi a surpresa dos companheiros e da platéia quando ele, com a pelota nas mãos, dirigiu-se ao fundo do gol para recolher o seu inseparável boné. O árbitro não teve dúvidas e marcou gol para o adversário, o famoso gol do boné.</p>
<p>Outra hilariante passagem de um patrício aconteceu nos idos de 1958 durante amistoso no Morumbi do Benfica contra o São Paulo. È comum tentar invalidar uma jogada de sucesso do adversário com reclamações do juiz sobre a legalidade do lance. Mas neste jogo o guarda-redes português passou dos limites.</p>
<p>O time do Morumbi atacava pela direita, e o arqueiro português ao ver que o centro-avante se posicionava para receber o cruzamento, deslocou-se para o meio da área para interceptar o cruzamento. Ele só não contava com a mudança de direção do ponta-direita, que, em vez de levantar a bola para a cabeçada do centro-avante, invadiu a área, chutou e fez o gol do São Paulo. Inconformado com a improvisação, o goleiro do Benfica não teve dúvidas em gritar para o juiz:</p>
<p>- Não valeu, não valeu! Ele ia cruzar, ele ia cruzar!</p>
<p>É por estas e outras que o futebol continua sendo a alegria do povo.</p>
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		<title>Bichinho de Pelúcia</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 18:15:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Lembranças]]></category>
		<category><![CDATA[Dia das Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Este episódio é relacionado à passagem que tive na Alemanha, há dez anos atrás, junto com a Gecilda e o meu filho mais novo, Vinícius. Fui a trabalho e por uma questão de conciliação escolar, as minhas duas filhas, Vanessa e Viviane, só foram ao nosso encontro quatro meses depois, por ocasião da conclusão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este episódio é relacionado à passagem que tive na Alemanha, há dez anos atrás, junto com a Gecilda e o meu filho mais novo, Vinícius. Fui a trabalho e por uma questão de conciliação escolar, as minhas duas filhas, Vanessa e Viviane, só foram ao nosso encontro quatro meses depois, por ocasião da conclusão do ano letivo aqui no Brasil.</p>
<p>Quem não é o pai que quer o melhor para os seus filhos? Comigo não é diferente, portanto passamos todo esse período aguardando ansiosamente a chegada delas, pensando o que fazer para melhor recepcioná-las. Como fazia habitualmente nas viagens que realizava, sempre trazia um bichinho de pelúcia para elas e algum brinquedo ou jogo eletrônico para o filho mais novo.</p>
<p>Daí surgiu a idéia de aumentar a coleção de bichinhos, e durante o espaço de tempo que ficamos ausentes delas, fui comprando mais para entregá-los quando lá chegassem.</p>
<p>Porém, com o espírito de turista que tenho, e não era o caso, pois estava lá a trabalho, exagerei um pouco na compra dos ditos cujos, e quando dei conta já tinha adquirido em torno de trinta bichinhos de todos os tipos.</p>
<p>Aí surgiu outro tipo de problema: como entregá-los? Pois não é que encontramos uma solução prática. Como a casa era assobradada e a escada tinha quatorze degraus, resolvemos colocar dois bichinhos em cada degrau, utilizando este espaço para distribuir os vinte e oito exemplares que seriam entregues a elas. Aí foi só esperar o momento da chegada.</p>
<p>Para resumir, quando chegaram em casa e viram aquela quantidade exagerada de bichinhos de pelúcia, pensaram ser algo como uma demonstração ou exposição, mas quando lhes dissemos que eram seus, e que poderiam pegá-los, os do lado esquerdo para uma, e os do lado direito para a outra, foi uma algazarra, misturando-se risos e choros de felicidade por tão grata surpresa.</p>
<p>Hoje, dez anos depois, ambas casadas, levaram alguns consigo, mas a maioria ficou em nossa casa, e aproveito a oportunidade para anunciar que estou fazendo uma liquidação para desocupar espaço. Quem se habilita? Faço um precinho camarada.</p>
<p>Vale lembrar: O que um pai não faz por um filho, e no Dia das Crianças é gratificante lembrar disso.</p>
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		<title>O imigrante</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 12:48:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Contidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Imigrantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre que nos referimos aos imigrantes, nos vem à mente os primeiros desbravadores do nosso continente no início do século 16. Mais recentemente, no ano de 1908, tivemos os primeiros japoneses aportando em Santos. Isto sem contar a mescla de famílias de alemães, espanhóis, italianos e portugueses, que aqui chegaram e se estabeleceram, durante várias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que nos referimos aos imigrantes, nos vem à mente os primeiros desbravadores do nosso continente no início do século 16. Mais recentemente, no ano de 1908, tivemos os primeiros japoneses aportando em Santos. Isto sem contar a mescla de famílias de alemães, espanhóis, italianos e portugueses, que aqui chegaram e se estabeleceram, durante várias décadas.</p>
<p>Como imigrante que também sou, pois cá cheguei, ora pois, com a minha família no início dos anos 50, costumo me perguntar: Por que vim para o Brasil? Para alguns imigrantes, não restava outra alternativa senão sair de seus domínios, pois situações como conflitos mundiais, os obrigavam a tentar a sorte e oportunidade de vida mais compatíveis em outros países.</p>
<p>De minha parte, a justificativa é mais simples. Na época não havia guerra naquela parte da Europa. Havia sim uma natural preocupação paterna em conseguir o melhor para a família, no sentido de oferecer uma base econômica, social e cultural, que, talvez, não fosse encontrada permanecendo naquela localidade humilde, embora aconchegante.</p>
<p>Acredito que muitos companheiros têm em seus ascendentes, histórias parecidas. Famílias como Bitelli, Tangioni, Marsick, Munhoz, Precinoti, Motomura, Nicoletti e outras, estão no Brasil porque seus antepassados por aqui chegaram algum dia, com o objetivo de prosperar e oferecer melhores condições de vida aos seus descendentes. Muitos desses pioneiros não estão mais entre nós, bem como alguns deles não conseguiram alcançar tais objetivos para si próprio.</p>
<p>Entretanto, fica uma certeza: as sementes plantadas por estes valentes e destemidos imigrantes germinaram e se multiplicaram através das gerações, as quais jamais devem esquecer de reverenciar o exemplo de desprendimento e aventura daqueles que deixaram suas Pátrias, para lutar e propiciar o bem estar das suas famílias.</p>
<p>Que nas nossas orações, haja espaço para nos lembrarmos deles.</p>
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		<title>A nossa rica língua portuguesa</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 13:58:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Nossa língua]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem fala algum idioma ou está aprendendo, sabe quão difícil é assimilar e dominar qualquer língua estrangeira. Nos dias atuais é uma exigência falar, pelo menos, o idioma inglês, pois as oportunidades no mercado de trabalho, estabelecem como pré-requisito, o conhecimento desta língua. Daí, concluirmos que é extremamente necessário adequar-nos aos novos requisitos.
É comum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem fala algum idioma ou está aprendendo, sabe quão difícil é assimilar e dominar qualquer língua estrangeira. Nos dias atuais é uma exigência falar, pelo menos, o idioma inglês, pois as oportunidades no mercado de trabalho, estabelecem como pré-requisito, o conhecimento desta língua. Daí, concluirmos que é extremamente necessário adequar-nos aos novos requisitos.</p>
<p>É comum afirmarmos que estudar uma língua estrangeira é muito difícil. Algumas pessoas têm mais aptidão e assimilam melhor o aprendizado. Porém a recíproca também é verdadeira. Imaginem o sofrimento para os estrangeiros aprenderem a nossa língua portuguesa. Quem não admite que, mesmo tendo o português como língua nativa, sente dificuldade em entender todas as regras? Imaginem um estrangeiro aprendendo a falar a frase:</p>
<ul>
<li>Olhe como é que eu estou; e chegar ao Brasil e ouvir alguém falar:</li>
<li>Ó coméqueutô;</li>
</ul>
<p>ou ainda</p>
<ul>
<li>Deixa eu ver isso;  e ouvir:</li>
<li>Xô vê o troço aí.</li>
</ul>
<p>O indivíduo vai achar que desembarcou no país errado. Pois saibam que isso acontece também com os tupiniquins que chegam aos Estados Unidos, por exemplo. Depois de muitos anos estudando a língua, pensando que estão aptos a deslanchar na conversação, ao lá aportarem têm uma desagradável surpresa, pois lá também se fala de uma maneira bem diferente daquilo que aprendemos na escola. Isto ocorre principalmente quando se pede algo na lanchonete. É comum a atendente oferecer vários tipos de molhos para escolher apenas um, porém  numa velocidade lingüística de fazer inveja a um corredor de fórmula 1, e a gente responder apenas “yes”.</p>
<p>Mas o que me inspirou a escrever estas linhas, foi uma conversa que presenciei entre um casal amigo. O marido estava convidando a esposa a ir a um restaurante de comida japonesa. Como ela não conhecia o restaurante, fez a seguinte pergunta:</p>
<ul>
<li>Tem kishiki?</li>
</ul>
<p>O marido não entendeu e pediu para repetir a pergunta. E ela:</p>
<ul>
<li>Tem kishiki?</li>
</ul>
<p>Pensando tratar-se de um novo prato da culinária japonesa, respondeu:</p>
<ul>
<li>Sushi e sashimi, deve ter&#8230;kishiki não sei não&#8230;</li>
</ul>
<p>Nesse momento, a esposa já estava perdendo a paciência, para espanto do marido, que não entendia porque ela estava exaltada.</p>
<p>Foi quando ela perguntou mais uma vez, com disfarçada calma e de forma compassada:</p>
<ul>
<li>Tem &#8211; que &#8211; ir &#8211; chique? (referindo-se ao traje)</li>
</ul>
<p>Não preciso dizer qual foi a reação de ambos, quando notaram que um falava japonês e outro grego.<br />
É por isto que podemos afirmar que nossa língua  portuguesa  é  realmente rica  e  fantástica.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bons tempos aqueles</title>
		<link>http://www.pensandoalto.com.br/historias/bons-tempos-aqueles</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 13:57:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Bons tempos]]></category>

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		<description><![CDATA[Duvido que algum de vocês não tenha a curiosidade de ver aquelas fotos guardadas no fundo do baú. Seja para procurar aquele instantâneo da adolescência, ou para relembrar como eram lindinhos nossos filhos, acredito que todos têm o hábito de vasculhar velhas recordações.
Alguém se lembra daqueles famosos “binoclinhos” que possibilitavam ser vistos um por vez? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duvido que algum de vocês não tenha a curiosidade de ver aquelas fotos guardadas no fundo do baú. Seja para procurar aquele instantâneo da adolescência, ou para relembrar como eram lindinhos nossos filhos, acredito que todos têm o hábito de vasculhar velhas recordações.</p>
<p>Alguém se lembra daqueles famosos “binoclinhos” que possibilitavam ser vistos um por vez? Era comum o fotógrafo ambulante ir de casa em casa oferecer seus préstimos profissionais, ou então encontrá-lo na praia ou em campos de futebol. O difícil era não comprá-los, pois ficávamos com remorso de deixar de lado tão importante recordação.</p>
<p>Ainda hoje estava revendo uma dessas preciosidades, a qual inspirou-me a preparar esta mensagem. Retratava o meu primeiro emprego mais sério, num banco situado no famoso Largo da Estátua, em Santo André. Era um hábil operador de máquinas Burroughs que controlava a conta corrente dos clientes. O que chamou a atenção não foi apenas a peça de museu que representa essa máquina nos dias atuais, mas sim a espessura da minha gravata. Parecia um cadarço de sapatos.</p>
<p>Também duvido que não tenham guardado aquele álbum de fotografias de seus filhos retratando os primeiros anos de vida. O fotógrafo sempre tirava mais fotos do que o necessário, e nós sempre comprávamos todas.</p>
<p>Porém o que chama mesmo a atenção é o fato de naquele tempo, a maioria de nós tinha muito cabelo e pouca barriga. Exatamente o oposto de hoje.</p>
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		<title>Avó do meu amigo</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 23:18:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Hábitos]]></category>

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		<description><![CDATA[É muito comum entre nós, guardar ou preservar alguns bens e objetos, deixando de usá-los por entender que poderão se estragar ou mesmo quebrar. O impulso natural em preservá-los, cria, entretanto, uma certa dose de frustração, pois não podemos “sentir o gosto” em usufruirmos tais relíquias.
Acredito que todos nós temos na família alguém com este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É muito comum entre nós, guardar ou preservar alguns bens e objetos, deixando de usá-los por entender que poderão se estragar ou mesmo quebrar. O impulso natural em preservá-los, cria, entretanto, uma certa dose de frustração, pois não podemos “sentir o gosto” em usufruirmos tais relíquias.</p>
<p>Acredito que todos nós temos na família alguém com este sentido. Ouvi uma história recente de um amigo cuja avó faleceu aos 95 anos, e guardava a sete chaves um belo aparelho de jantar da mais fina porcelana. Segundo ela, esta raridade era para ser usada apenas em ocasiões especiais. Porém, como a vida é curta, a dita senhora morreu sem experimentar a satisfação de sentar-se à mesa para uma refeição especial, por entender que ainda não havia chegado a hora de estrear o fino aparelho. Este mesmo amigo, o neto da história, logo após o falecimento da avó, colocou em uso aquilo que ela mais admirava, usufruindo o prazer e alegria por estar utilizando tão preciosa herança.</p>
<p>Nesta mesma linha de raciocínio, também é natural que guardemos aquela roupa nova ou a mais bonita para momentos especiais. Preferimos vestir aquela camisa mais velha, porém já acostumados a ela, ou aquele par de sapatos pedindo meia-sola, do que calçar o par recentemente comprado, pois agindo desta forma ele poderá estragar-se mais depressa.</p>
<p>Hábitos são hábitos. Cada um age à sua maneira, e não estamos aqui para dar a receita, mesmo porque não a conhecemos. Gostaria sim de lembrar que devemos aproveitar tudo aquilo que está ao nosso redor para nos proporcionar conforto e principalmente felicidade. Quem não aprecia jantar servido em um fino aparelho de porcelana, degustando um bom vinho em taça de cristal, ou mesmo trajar uma roupa nova? Claro que nem todos têm condições para isto, mas entre nós, somos muitos que passamos por esta experiência.</p>
<p>Portanto, vamos aproveitar as coisas boas da vida que nos proporcionam alegria e felicidade, antes de irmos fazer companhia à avó do meu amigo.</p>
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		<title>Nó de gravata pela Internet</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 00:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Contidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Fatos]]></category>

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		<description><![CDATA[A maioria dos companheiros, pelas atividades profissionais que exercem, deve estar habituada ao uso formal da gravata. Duvido que alguém ainda não teve a oportunidade ou mesmo a necessidade de usar tão importante adereço.
O escritor Oscar Wilde, sempre ousado e espirituoso, disse: “Dar um bom nó na gravata é o primeiro passo sério na vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">A maioria dos companheiros, pelas atividades profissionais que exercem, deve estar habituada ao uso formal da gravata. Duvido que alguém ainda não teve a oportunidade ou mesmo a necessidade de usar tão importante adereço.</p>
<p>O escritor Oscar Wilde, sempre ousado e espirituoso, disse: “Dar um bom nó na gravata é o primeiro passo sério na vida de um homem”. Particularmente, passei toda a minha vida trajando esse acessório, e confesso, gostava de usá-lo procurando sempre combinar o padrão com o terno vestido.</p>
<p>Espera aí, isto não é uma aula de etiqueta! É apenas o intróito para contar uma rápida passagem que ocorreu comigo e uma pessoa da minha família. Posso dizer que é da minha família, pois considero o meu genro como parte integrante dela.</p>
<p>Pois bem, convidado para ser padrinho de casamento de um amigo, recorreu à minha vasta experiência em usar gravatas e me pediu auxílio para ensinar-lhe a fazer o nó. O amável leitor já se viu nessa situação? Ensinar a fazer nó é mais difícil do que fazê-lo, primeiro pela dificuldade em transmitir verbalmente os passos da execução do nó, e segundo pela paciência requerida para executar tal tarefa.</p>
<p>O que fiz? Fiz o nó no meu pescoço e entreguei a ele pronto para ser exibido. Porém, com a curiosidade inerente a qualquer jovem, desmanchou o nó para faze-lo novamente. Imaginem o que aconteceu. Pela falta de hábito, não conseguiu fazer o nó e como eu  não estava mais por perto, não teve dúvidas e recorreu a uma ferramenta utilizada internacionalmente para pesquisa e esclarecer dúvidas: a Internet.</p>
<p>Sim, por meio de um site da Internet, talvez o mesmo que consultei  para citar a frase do escritor Oscar Wilde, seguiu os passos indicados, e surpreenden-temente, fez um nó melhor elaborado do que aquele que eu havia feito para ele. Foi para a festa de casamento e, com certeza, elogiado pela elegância do seu traje.</p>
<p>Pois é, são fatos como esses que me faz refletir e concluir:</p>
<p>-  acho que estou ficando velho&#8230;</p>
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